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Número de mortos por tufão Hagibis sobe para 56 no Japão, diz TV

12.out.2019 -- Tufão Hagibis deixou rastro de destruição no Japão  - Deng Min/Xinhua/
12.out.2019 -- Tufão Hagibis deixou rastro de destruição no Japão Imagem: Deng Min/Xinhua/

Em Tóquio

14/10/2019 10h06

Sob ameaça de novas chuvas, milhares de socorristas no Japão continuam em busca de sobreviventes, dois dias após a passagem do poderoso tufão Hagibis, que matou pelo menos 56 pessoas.

Hagibis atingiu a terra no sábado à noite vindo do Pacífico, acompanhado por rajadas de quase 200 km/h e precedido por chuvas torrenciais que afetaram 36 das 47 prefeituras do país (centro, leste e nordeste) e causou deslizamentos de terra e inundações.

O número de vítimas tem aumentado constantemente desde sábado. Hoje à noite (horário local), a emissora nacional pública NHK informou, com base em dados coletados por seus jornalistas, que 56 pessoas morreram e 15 estão desaparecidas, enquanto 204 ficaram feridas.

"Ainda hoje muitas pessoas estão desaparecidas", disse o primeiro-ministro Shinzo Abe em uma reunião de emergência nesta segunda-feira.

"As equipes estão fazendo o possível para procurá-las e tentar salvá-las, trabalhando dia e noite", acrescentou.

Mais de 110.000 socorristas, incluindo 31.000 soldados da Força de Autodefesa Japonesa, foram mobilizados.

Mas os meteorologistas japoneses previram mais chuvas no centro e no leste do Japão e alertaram para o perigo de novos deslizamentos de terra e inundações.

"Hoje é esperado chuva nas áreas atingidas pelo desastre", disse o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, que pediu à população que "permaneça totalmente vigilante".

"Continuar as operações"

Na região de Nagano (centro), uma das mais atingidas, já está chovendo.

"Estamos preocupados que essas chuvas tenham impacto nos esforços de busca e resgate", disse à AFP uma autoridade local, Hiroki Yamaguchi.

"Continuaremos as operações, sempre atentos a novos desastres devido às chuvas contínuas", acrescentou.

No total, 176 rios transbordaram, principalmente no norte e no leste do Japão, segundo a imprensa local.

Um dique desmoronou na região de Nagano, descarregando as águas do rio Chikuma em uma zona residencial cujas casas foram inundadas.

Em alguns lugares, helicópteros resgatavam moradores refugiados em suas varandas ou telhados, enquanto equipes de resgate a bordo de barcos trafegavam pelas águas barrentas entre as casas em busca de pessoas presas.

"Tudo em minha casa foi arrastado pela água diante dos meus olhos imaginei", disse uma moradora de Nagano à NHK.

"Acho que tenho sorte de estar viva", acrescentou.

As vítimas do tufão incluem pelo menos sete tripulantes de um navio de carga que afundou no sábado nas águas revoltas da Baía de Tóquio. Quatro outros foram salvos e um décimo segundo ainda era procurado, disse um porta-voz da Guarda Costeira.

Dezenas de milhares de pessoas estão em abrigos, sem garantia de poder voltar para suas casas em breve.

Cerca de 75.900 famílias no país ainda estão sem eletricidade e cerca de 135.000 não têm acesso a água potável.

Hagibis paralisou os transportes na região de Tóquio este final de semana, prolongado por um feriado na segunda-feira, mas a maioria das ligações ferroviárias e aéreas foi retomada hoje.

A tempestade também causou o cancelamento de três partidas da Copa do Mundo de Rugby, organizada no arquipélago japonês.

No entanto, a partida decisiva entre o Japão e a Escócia foi realizada no domingo à noite, e a equipe nacional trouxe algum conforto ao país ao vencer por 28-21, levando-a às quartas de final do torneio pela primeira vez em sua história.

Um minuto de silêncio foi observado no estádio antes do início da partida, e a equipe do Japão dedicou sua vitória às vítimas do tufão. "Para todos os que sofreram com o tufão, esta vitória é de vocês", afirmou o capitão da equipe, Michael Leitch.

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