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Bolívia acusa Maduro de tentar 'desestabilizar' países da região

02/12/2019 19h21

La Paz, 2 dez 2019 (AFP) - O governo transitório boliviano acusou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar uma "corrente" que busca "desestabilizar" países da América do Sul, entre eles Chile, Colômbia e Peru, declarou nesta segunda-feira o ministro do Interior, Arturo Murillo.

"Há uma corrente de desestabilização a partir deste senhor Maduro (...) que está buscando desestabilizar países na América e isto é terrível", disse Murillo a jornalistas.

Segundo o ministro boliviano, Maduro, "por intermédio de Diosdado Cabello (número dois do regime chavista), utiliza seu primo (coronel Alexis Rodríguez Cabello, comandante do Exército) para promover todo o terror que viveram os bolivianos nos últimos dias".

O ministro avaliou que trata-se de "uma conspiração contra toda a América, e não apenas contra a Bolívia". "Isto é contra parte da América Latina" pois Maduro financia o "terror que estão vivendo colombianos, chilenos e peruanos".

O comandante da força policial FELCC de Santa Cruz, Oscar Gutiérrez, exibiu um organograma liderado pelo ex-presidente Evo Morales e seu vice-presidente, Álvaro García, inseridos neste esquema "narcoterrorista".

Gutiérrez citou ainda o argentino Facundo Molares Schoenfeld, suposto ex-combatente das Farc, e os colombianos Pedro Nel Carvajalino e Oswaldo Rivero, que chamou de "terroristas informáticos", e o peruano Martín Serna Ponce, envolvido na década de 90 no sequestro do empresário boliviano Samuel Doria Medina, por parte de um grupo do MRTA.

Murillo destacou que estão em andamento "ações judiciais contra estes 'narcoterroristas' que entraram na Bolívia".

O ministro destacou que "estamos pedindo uma reunião com nossos pares (sul-americanos do Interior) para que se possa repassar toda esta informação".

Morales renunciou após uma onda de protestos por sua reeleição em outubro, por meio de uma apuração fraudada, segundo a oposição.

O ex-presidente, que governou a Bolívia por quase 14 anos, se asilou no México.

rb/lr