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Reino Unido passa de 18.700 mortos por coronavírus e amplia testagem

17.abr.2020 - Coronavírus: "Me sinto ansioso e vulnerável", diz frase em muro de Londres, no Reino Unido - Justin Setterfield/Getty Images
17.abr.2020 - Coronavírus: "Me sinto ansioso e vulnerável", diz frase em muro de Londres, no Reino Unido Imagem: Justin Setterfield/Getty Images

Em Londres

23/04/2020 16h04

O governo britânico, muito criticado pelo pequeno número de testes de coronavírus realizados até agora, anunciou hoje a ampliação de exames a todos aqueles considerados "trabalhadores-chave".

O país registrou mais 616 mortes por covid-19 em hospitais nas últimas 24 horas, elevando o número de óbitos pela doença para 18.738 desde o início da pandemia. O balanço diário é mais baixo do que o registrado ontem (759).

Para o Executivo, o pico de infecções já foi atingido e as mortes "estão diminuindo lentamente", afirma seu principal consultor científico, Patrick Vallance. Mas a contagem das autoridades britânicas não inclui os lares de idosos, nos quais, segundo representantes do setor, milhares de pessoas morreram.

Até agora, o Reino Unido não realizou testes em grande escala e reservou os poucos disponíveis para os pacientes mais graves. Até hoje, foram realizados 583.500 exames.

O governo de Boris Johnson prometeu expandir progressivamente esse número para 100 mil testes diários até o final de abril. Atualmente, há capacidade para 51 mil testes por dia, mas a falta de logística impede a realização de mais da metade destas amostras.

Para contornar a situação, a partir de hoje "todos os trabalhadores-chave que precisarem poderão marcar uma consulta diretamente" em um site do governo, anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock, em sua coletiva de imprensa diária.

A medida inclui profissionais de saúde, professores, policiais ou motoristas que estejam afastados por sintomas semelhantes aos da covid-19. O objetivo é "colocar o Reino Unido em pé outra vez", disse Hancock.

O confinamento, iniciado em 23 de março, foi prorrogado até 7 de maio. Apesar da crescente pressão, o governo ainda não considerou qualquer relaxamento das medidas, ao contrário de outros países europeus.

O Executivo britânico é criticado por seu atraso na decisão e na revisão das medidas de distanciamento e também por promessas não cumpridas de testar a população, além da falta de equipamentos de proteção para as equipes de saúde.

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