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Biden acusa Trump de pensar apenas na reeleição

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é cercado por seguranças ao caminhar em direção ao Lafayette Park em Washington, DC, após sugerir que a Guarda Nacional seja usada nas ruas - Brendan Smialowski / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é cercado por seguranças ao caminhar em direção ao Lafayette Park em Washington, DC, após sugerir que a Guarda Nacional seja usada nas ruas Imagem: Brendan Smialowski / AFP

Da AFP, na Filadélfia (EUA)

02/06/2020 13h48

O democrata Joe Biden acusa o presidente Donald Trump de estar mais preocupado com a reeleição do que com o país, dividido e em chamas após a morte de um homem negro nas mãos da polícia — conforme trechos de um discurso que fará na Filadélfia.

"Quando o presidente ordena despejar manifestantes pacíficos da frente da casa do povo, a Casa Branca, com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral (...), temos o direito de pensar que o presidente está mais preocupado com o poder do que com os princípios", dirá o ex-vice-presidente dos EUA e provável candidato democrata à Presidência por seu partido.

Trump "está mais interessado em alimentar as paixões de suas bases do que nas necessidades daqueles de quem deve cuidar", acrescenta o texto.

A morte de George Floyd, um afroamericano de 46 anos, há mais de uma semana, em Minneapolis, sob custódia policial, foi "um choque em nosso país. Para todos nós", dirá Biden.

"Mas eu prometo isso a vocês: não vou manipular o medo e a divisão. Não vou alimentar as chamas do ódio. Buscarei sanar as feridas raciais que há muito tempo gangrenam este país, em vez de usá-las para tirar vantagem política", aponta mais um trecho do discurso divulgado antecipadamente.

Biden denunciou repetidamente o assassinato de Floyd e o "racismo institucional" que, segundo ele, afeta os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, pediu calma e condenou a violência.

Durante um breve discurso, ontem, Trump anunciou a mobilização de "milhares e milhares de soldados fortemente armados" e policiais em Washington para impedir "os distúrbios, os saques, o vandalismo, os ataques e a destruição gratuita de propriedade".

E ameaçou as várias cidades que registram protestos: se as autoridades locais não tomarem medidas para detê-los, Trump disse que enviará o Exército para "resolver o problema rapidamente".

Enquanto falava no Jardim das Rosas da Casa Branca, a polícia dispersava manifestantes reunidos do lado de fora da residência presidencial com gás lacrimogêneo.

O objetivo era limpar a área, abrindo caminho até a emblemática igreja St. John, perto da Casa Branca. O imóvel foi danificado em meio a protestos no domingo à noite.

O presidente foi a pé até lá, cercado por membros de seu gabinete, para tirar uma foto com uma Bíblia na mão.

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