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Coreia do Sul se recusa a extraditar aos EUA um operador de sites de pornografia infantil

Pedofilia - Getty Images/iStockphoto
Pedofilia Imagem: Getty Images/iStockphoto

06/07/2020 09h41

Um tribunal da Coreia do Sul rejeitou hoje um pedido de extradição aos Estados Unidos de um homem declarado culpado de administrar um dos maiores sites de pornografia infantil do mundo.

Son Jong-woo, gerente do site sul-coreano Welcome to Video, vendia seu conteúdo em todo o mundo na deep web, através de bitcoins.

Declarado culpado de violar as leis sul-coreanas de proteção de menores, cumpriu uma pena de 18 meses de prisão, que terminou em abril. Continua preso, já que também é acusado nos Estados Unidos e pode enfrentar uma sentença muito maior por lá.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, 338 pessoas vinculadas a este site foram presas no ano passado em todo o mundo, especialmente na Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Brasil.

Alguns de seus clientes foram condenados a 15 anos de prisão nos EUA.

O Supremo Tribunal de Seul justificou sua rejeição ao pedido de extradição argumentando que sua partida para o exterior poderia "dificultar a investigação sul-coreana sobre os conteúdos de caráter sexual", informou a agência de notícias Yonhap.

"A decisão não deve ser interpretada como uma forma de exonerá-lo", acrescentou o tribunal.

No entanto, essa decisão causou alvoroço nas redes sociais do país. "A Coreia do Sul deve ser o único país que põe seus predadores sexuais de crianças em liberdade", reagiu um internauta.

Classificado pelos EUA como o "maior mercado de abuso sexual de menores em termos de quantidade de conteúdos", o site de Son dava acesso a 250 mil vídeos pornográficos infantis mediante pagamento com bitcoins.

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