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Secretário do Tesouro dos EUA defende suspensão dos programas de assistência do Fed

Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin - ERIN SCOTT
Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin Imagem: ERIN SCOTT

20/11/2020 19h48

Washington, 20 Nov 2020 (AFP) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, defendeu hoje a decisão de não continuar com os programas de assistência financeira emergencial depois que o Federal Reserve (Fed) pediu para estendê-los.

Mnuchin disse que o Congresso foi "muito claro" em suas intenções sobre esses programas ao colocá-los em prática até dezembro e argumentou que os mercados financeiros estabilizaram-se significativamente.

Contudo, esta postura foi duramente criticada pelos democratas do Congresso e por um importante grupo empresarial, que questionam o governo por limitar a ação do Fed a poucas semanas da posse do presidente eleito, o democrata Joe Biden.

Alguns legisladores acusam o governo do presidente Donald Trump - que ainda não admitiu derrota nas urnas - de sabotar deliberadamente a economia.

Planos de assistência financeira foram implementados no segundo trimestre para garantir liquidez em meio à volatilidade dos mercados financeiros.

Mnuchin notificou o presidente do Fed, Jerome Powelll, na quinta-feira, que os programas para o mercado de empréstimos corporativos, bem como os de empréstimos para pequenas e médias empresas, não seriam estendidos para além do final de 2020.

Mnuchin pediu ao Fed que devolvesse US$ 445 bilhões em fundos não utilizados para o programa. Minutos depois, o Fed disse que "prefere que os benefícios estabelecidos durante a pandemia do coronavírus sejam mantidos para sustentar (a) economia ainda fatigada e vulnerável" dos Estados Unidos.

Mnuchin pediu nesta sexta-feira que realocassem fundos para pequenas empresas e outras que sofreram um golpe devastador com o coronavírus.

"Precisamos que o Congresso realoque esses fundos. Poderíamos fornecer uma resposta fiscal imediata de US$ 500 bilhões que não custará dinheiro aos contribuintes", disse.

Mnuchin respondeu evasivamente quando questionado se a mudança não é uma forma de amarrar as mãos do governo Joe Biden, cuja vitória eleitoral foi contestada pelo presidente cessante Donald Trump.

"Esta não é uma questão política", disse Mnuchin. "Isso é muito simples e realmente a questão é permitir realocar 500 bilhões de dólares".

O vice-presidente da Câmara de Comércio, Neil Bradley, classificou a postura do Tesouro como uma "surpresa", argumentando que esta "amarra as mãos do governo eleito de maneira prematura e desnecessária, e fecha a porta para importantes opções de liquidez para as empresas no momento em que mais precisam".

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