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Coronavírus

Alemanha supera um milhão de casos de covid e Europa flexibiliza parte das restrições

Funcionária realiza testes para coronavírus em laboratório em Bonn, Alemanha - POOL New
Funcionária realiza testes para coronavírus em laboratório em Bonn, Alemanha Imagem: POOL New

27/11/2020 10h18

Atingida com força pela segunda onda da pandemia de coronavírus, a Alemanha superou hoje um milhão de contágios, no momento em que a Europa começa a flexibilizar com cautela algumas restrições, e o mundo aguarda uma vacina eficaz para as próximas semanas, apesar da persistência das dúvidas.

Na quinta-feira (26), foi anunciado oficialmente que a vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford requer um "estudo adicional".

O governo do Reino Unido anunciou nesta sexta-feira que solicitou à Agência Reguladora de Remédios e Saúde (MHRA) que avalie a vacina, a qual, segundo resultados preliminares, tem uma eficácia média de 70%.

A Alemanha, considerada um dos modelos na Europa por sua gestão da primeira onda da pandemia, foi afetada em cheio pela segunda. O país registra até esta sexta-feira um balanço de 1.006.394 infectados (+22.806 em 24 horas) e 15.586 mortes, incluindo 426 nas últimas 24 horas.

O país vai prolongar até o início de janeiro as restrições decretadas para lutar contra a covid-19, como o fechamento de bares e restaurantes e a limitação de participantes em reuniões privadas.

"Ainda temos que fazer esforços (...) o número diário de infecções ainda é muito alto", afirmou a chanceler Angela Merkel durante a semana.

Ação de Graças atípico

Em todo mundo, foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de vítimas fatais.

Nos Estados Unidos, país mais enlutado, com mais de 263.000 mortos, foram registrados 1.333 óbitos nas últimas 24 horas e a celebração do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira, foi atípica.

O famoso desfile de balões gigantes que geralmente reúne milhões de pessoas nas ruas de Nova York aconteceu sem a presença de público e foi exibido na Internet, com grande parte das animações filmadas com antecedência.

Acostumados a encontros em família para o almoço com peru, os americanos receberam mensagens contraditórias das autoridades.

O presidente eleito Joe Biden pediu à população um "sacrifício" e recomendou que as pessoas não viajassem, enquanto o atual presidente, Donald Trump, incentivou na quarta-feira "todos os americanos a se reunirem em suas casas e locais de culto".

Nos últimos sete dias, quase sete milhões de pessoas embarcaram em aviões nos Estados Unidos, segundo a agência TSA, que controla a segurança nos aeroportos, um aumento de 22% na comparação com a semana anterior.

O número de mortos nos Estados Unidos pode alcançar 321.000 até 19 de dezembro, segundo a projeção mais recente do Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Nesta sexta-feira, acontece no país a Black Friday, dia de grandes ofertas em que milhares de pessoas comparecem às lojas.

Bolsonaro não tomará vacina

No Brasil, segundo país do mundo em número de óbitos, com 171.460 vítimas fatais e 6.204.220 contágios confirmados, o presidente Jair Bolsonaro disse que não tomará a vacina contra o novo coronavírus, quando uma for aprovada e estiver disponível.

"Eu digo para vocês, eu não vou tomar, é um direito meu", afirmou em uma live na quinta-feira o chefe de Estado, muito criticado por sua gestão da pandemia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou em 12 de novembro que 48 projetos de vacina ao redor do mundo estão em testes clínicos em humanos, 11 deles na fase 3, a última.

A Rússia anunciou nesta sexta-feira que assinou um acordo com o grupo farmacêutico indiano Hetero para a produção de mais de 100 milhões de doses anuais da vacina contra a covid-19 Sputnik V.

"Hetero, um dos principais fabricantes indianos de medicamentos genéricos, aceitou produzir na Índia mais de 100 milhões de doses por ano da Sputnik V", afirma em um comunicado o Fundo Soberano Russo (RDIF), um dos principais financiadores da vacina russa. A produção deve começar no início de 2021.

Situação melhor na Europa

Depois de quatro semanas de reclusão, a Inglaterra também reabrirá as lojas não essenciais e organizará testes em larga escala em dezembro, mas a grande maioria da população continuará sob severas restrições.

A Grécia permanecerá confinada ao menos até 7 de dezembro.

Na França, a situação registra um leve avanço. Se a tendência for confirmada, o confinamento será suspenso em 15 de dezembro e será substituído por um toque de recolher, com uma exceção para as noites de 24 e 31 de dezembro.

Os pequenos comércios poderão reabrir as portas a partir de sábado, e os cidadãos serão autorizados a viajar em um raio de 20 quilômetros durante três horas. Já bares, restaurantes e arenas esportivas permanecerão fechados ao menos até 20 de janeiro.

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