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BioNTech diz que quebra de patentes não aumenta produção de vacinas

Farmacêutica BioNTech, que produz vacina da Pfizer, diz que quebra de patentes não aumenta produção de vacinas - Reprodução/Twitter Paulo Câmara
Farmacêutica BioNTech, que produz vacina da Pfizer, diz que quebra de patentes não aumenta produção de vacinas Imagem: Reprodução/Twitter Paulo Câmara

06/05/2021 13h52Atualizada em 06/05/2021 14h43

A farmacêutica alemã BioNTech informou nesta quinta-feira (6) que a proteção de patentes das vacinas contra a covid-19 não limita a produção ou explica problemas de fornecimento em todo o mundo.

"As patentes não são o fator limitante para a produção ou fornecimento de nossa vacina. Não irão aumentar a produção global ou o fornecimento de doses a curto e médio prazo", disse o laboratório à AFP. A declaração sugere uma rejeição ao apelo dos Estados Unidos para liberar a proteção de patentes para vacinas.

"Se nenhum dos requisitos for atendido, a qualidade, segurança e eficácia da vacina não podem ser garantidas pelo fabricante ou pelo inventor. E isso pode colocar em risco a saúde dos vacinados", alerta a empresa.

Ressaltando os vários detalhes que podem comprometer a produção, a empresa alemã lembrou que se algumas das "raras e importantes matérias-primas" não forem utilizadas da melhor forma, menos vacinas serão produzidas.

"Os especialistas já apontaram que a instalação e validação de novos locais de produção geralmente leva um ano", acrescentou.

Além disso, a produção da vacina de RNA mensageiro, como a implementada pela BioNTech e pela americana Pfizer, "é um processo complexo desenvolvido ao longo de mais de uma década. Todas as etapas devem ser definidas e executadas com precisão", por uma "equipe experiente", completou.

A BioNTech, que estimava em 2021 a fabricação de até 2,5 bilhões de doses de sua vacina, agora afirma ter "capacidade" para produzir até 3 bilhões de doses neste ano e mais de 3 bilhões no próximo.

Na UE, duas fábricas, na Bélgica e na Alemanha, são as plataformas centrais para a fabricação de doses de RNA mensageiro.

O laboratório favorece a transferência de tecnologia e a concessão de licenças específicas para aumentar a produção de sua vacina, reiterou. E destacou que tem uma estreita colaboração com mais de 15 parceiros, incluindo Merck, Novartis Sanofi e Baxter.

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