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Colômbia denuncia que atentado contra Duque foi planejado da Venezuela

Autoridades colombianas denunciaram que o ataque com rajadas de fuzil contra o helicóptero que o presidente Iván Duque viajava foi planejado da Venezuela por guerrilheiros - Juan Barreto/AFP
Autoridades colombianas denunciaram que o ataque com rajadas de fuzil contra o helicóptero que o presidente Iván Duque viajava foi planejado da Venezuela por guerrilheiros Imagem: Juan Barreto/AFP

22/07/2021 14h24Atualizada em 22/07/2021 14h59

As autoridades colombianas denunciaram nesta quinta-feira (22) que o recente ataque com rajadas de fuzil contra o helicóptero que o presidente Iván Duque viajava foi planejado da Venezuela por guerrilheiros dissidentes das FARC e um ex-militar colombiano.

"É claro que este ataque contra o presidente (...) foi planejado da Venezuela", disse o ministro da Defesa, Diego Molano, em nota à imprensa, na qual também anunciou a captura de três supostos perpetradores.

Em 25 de junho, a aeronave presidencial foi baleada várias vezes enquanto se aproximava de um aeroporto na cidade fronteiriça de Cúcuta. O presidente e seus acompanhantes saíram ilesos.

Um dos presos pelo atentado é Andrés Fernando Medina, "capitão aposentado do Exército Nacional" que "desenhou e executou o plano" contra Duque, disse o procurador-geral, Francisco Barbosa.

De acordo com as primeiras investigações, dois fuzis AK47 com a marca das Forças Armadas venezuelanas foram encontrados na área do ataque.

Os detidos também estavam por trás do carro-bomba que explodiu em 15 de junho em uma instalação militar na mesma região, deixando 44 feridos.

"Por trás dos dois eventos está a 33ª frente dos dissidentes das FARC, cujo líder é o pseudônimo João Mechas", acrescentou o procurador Barbosa.

Além do ex-militar e seus cúmplices, outras sete pessoas foram presas por suposta participação no ataque ao quartel militar.

As prisões ocorreram na conturbada zona de fronteira, onde dissidentes do pacto de paz firmado com as FARC em 2016 disputam a chefia do narcotráfico com grupos de origem paramilitar e o ELN, última guerrilha reconhecida no país.

Duque acusou repetidamente o presidente Nicolás Maduro de abrigar dissidentes e tropas do ELN em território venezuelano.

"É necessário fazer uma reflexão à comunidade internacional (...): o regime de Maduro continua abrigando terroristas, de onde planejam ataques às instituições colombianas", destacou o ministro Molano.

Sem relações diplomáticas desde 2019, os dois países compartilham uma fronteira de 2.200 quilômetros.

A Colômbia, maior exportador mundial de cocaína, enfrenta o pior surto de violência desde a assinatura da paz com as FARC.

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