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Cresce número de mortes de albinos; corpos são usados em 'rituais', diz ONU

Homem albino caminha carregando placas na Indonésia - Garry Lotulung/NurPhoto via Getty Images
Homem albino caminha carregando placas na Indonésia Imagem: Garry Lotulung/NurPhoto via Getty Images

Em Genebra

29/07/2021 11h44Atualizada em 29/07/2021 12h37

Os assassinatos de albinos aumentaram durante a pandemia de covid-19, afirmou hoje a especialista independente das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com albinismo.

Houve um "notável aumento dos casos denunciados de pessoas com albinismo assassinadas ou atacadas devido à crença de que o uso de suas partes corporais em poções 'mágicas' pode trazer boa sorte e riqueza", destacou Ikponwosa Ero.

"Tragicamente, a maior parte das vítimas é formada por crianças", afirmou a especialista, acrescentando que o aumento da pobreza devido à pandemia levou muitas pessoas a recorrerem à bruxaria.

Os especialistas da ONU informam suas conclusões ao órgão mundial, mas não o representam.

O albinismo é uma condição rara, geneticamente herdada e independente de etnia ou gênero. Geralmente causa a falta de pigmentação de melanina no cabelo, pele e nos olhos, causando vulnerabilidade à exposição ao sol.

A aparência física das pessoas com albinismo é frequentemente alvo de crenças equivocadas e mitos influenciados pela superstição, que fomentam sua marginalização e exclusão social, segundo a ONU.

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