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Coronavírus

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15 dias

Rússia registra 828 mortes em 24 horas e bate recorde de óbitos diários por covid-19

Médica participa de testes de vacina contra covid na Rússia - Tatyana Makeyeva/Reuters
Médica participa de testes de vacina contra covid na Rússia Imagem: Tatyana Makeyeva/Reuters

Da AFP

24/09/2021 07h28Atualizada em 24/09/2021 08h24

A Rússia registrou um recorde de mortes diárias por coronavírus nas últimas 24 horas, devido ao avanço da variante delta, somada à lentidão da vacinação e à ausência de medidas de confinamento.

De acordo com o balanço diário divulgado pelo centro de crises do governo, 828 pessoas faleceram nas últimas 24 horas no país. Até hoje, o recorde era de 820, nos dias 23 de setembro e 26 de agosto de 2021.

A Rússia é, em termos absolutos, o país da Europa mais afetado pela pandemia com mais de 202.200 vítimas fatais, segundo os dados do governo.

A agência estatística russa Rosstat, que utiliza uma definição mais ampla das mortes provocadas pela covid, calculou em mais de 350.000 as mortes vinculadas à pandemia até o fim de julho de 2021.

Desde junho, a Rússia é afetada pela contagiosa variante delta e não consegue conter sua propagação. O número de novos casos nesta sexta-feira alcançou 21.379.

A doença chegou ao Kremlin, onde o presidente Vladimir Putin está isolado desde o início da semana passada após a detecção de casos em pessoas de seu entorno.

Apesar da produção de vários fármacos locais, a vacinação avança lentamente e, segundo um balanço do site Gogov, apenas 28,4% da população russa está com a imunização completa.

Além disso, o governo evita adotar medidas sanitárias restritivas para preservar a economia, estagnada há vários anos.

A máscara, que ainda é obrigatória, é pouco utilizada em locais públicos e as recomendações de distanciamento social raramente são respeitadas.

A cidade de Moscou, epicentro da pandemia na Rússia, admitiu esta semana uma segunda onda da variante delta, após a registrada no início do verão (hemisfério norte), com um aumento de 24% nos contágios e de 15% nas internações em uma semana.

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