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Covid: Japão anuncia fim do estado de emergência que limita a vida noturna no país

Pessoas andam pela rua em Tóquio durante estado de emergência: taxa de transmissão da covid no Japão supera a do Brasil - YUKI IWAMURA/AFP
Pessoas andam pela rua em Tóquio durante estado de emergência: taxa de transmissão da covid no Japão supera a do Brasil Imagem: YUKI IWAMURA/AFP

Da AFP

28/09/2021 09h21Atualizada em 28/09/2021 10h08

Um estado de emergência sanitário que limita a vida noturna em Tóquio e em outras regiões japonesas chegará ao fim desta semana - anunciou o primeiro-ministro Yoshihide Suga nesta terça-feira (28), em meio à queda no número de casos de covid-19 em todo país.

De forma geral, as medidas de emergência limitam a venda de bebidas alcoólicas, o horário de funcionamento dos restaurantes, assim como o número de participantes em grandes eventos. Elas foram mantidas em vigor em boa parte do ano, incluindo o períodos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Suga disse que as medidas não serão renovadas, quando expirarem no final de setembro, graças a uma melhor situação de saúde.

"Graças ao bom trabalho de todos, o número de contágios diários, que era superior a 25.000 em agosto, caiu para 1.128 pessoas ontem (segunda-feira)", afirmou Suga em uma reunião ministerial.

Ele acrescentou que "a ocupação de leitos hospitalares em todas as regiões voltou para menos de 50%. O número de pacientes em estado grave atingiu seu nível máximo no início de setembro e, desde então, vem caindo".

Mesmo com o fim das medidas, o presidente recomendou que bares e restaurantes fechem às 21h locais.

O Japão foi menos atingido do que muitos outros países em grande parte da pandemia da covid-19, com cerca de 17.500 mortos em uma população de 125 milhões de habitantes.

Com a disseminação da variante delta, mais contagiosa, houve um aumento nos casos, que sobrecarregou os hospitais.

A campanha de vacinação começou lentamente no país, mas depois se acelerou, com 58% da população totalmente vacinada. Este percentual hoje é mais alto do que nos Estados Unidos. O governo nunca impôs ordens rígidas de confinamento.