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EUA: contagem regressiva no Congresso para evitar 'shutdown' do governo federal

Enquanto o presidente Joe Biden busca apoio para seus dois projetos, os congressistas se esforçam para evitar que o Estado federal fique sem orçamento - Leah Millis/Reuters
Enquanto o presidente Joe Biden busca apoio para seus dois projetos, os congressistas se esforçam para evitar que o Estado federal fique sem orçamento Imagem: Leah Millis/Reuters

30/09/2021 09h11Atualizada em 30/09/2021 10h30

O Congresso dos Estados Unidos tem até meia-noite desta quinta-feira (30) para estender o orçamento e evitar uma paralisação do governo federal, no momento em que a sombra de uma moratória afeta o país.

E com as dificuldades que o presidente democrata Joe Biden enfrenta para aprovar seus megaprojetos de gastos sociais e infraestruturas, assim como o iminente default do teto da dívida, a paralisação do governo aparece como o menor dos problemas.

Há tanto em jogo que Biden decidiu adiar uma viagem a Chicago para liderar as negociações com os congressistas.

E enquanto o presidente busca apoio para seus dois projetos, os congressistas se esforçam para evitar que o Estado federal fique sem orçamento, o que afetaria ministérios e organismos federais, levando milhares de funcionários ao desemprego técnico.

Para isto, eles devem aprovar uma lei para estender o atual orçamento, que expira à meia-noite.

Isso parece viável porque há consenso entre os legisladores. Porém, a atmosfera de tensão provocada pelas divisões partidárias e a pequena margem de manobra podem complicar tudo.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, anunciou que uma votação ainda na manhã de quinta-feira sobre um texto que prorrogaria o atual orçamento até 3 de dezembro.

A expectativa envolve um número suficiente de votos de senadores republicanos para aprovar o orçamento, antes que o texto passe à Câmara de Representantes, onde os democratas têm maioria, antes de ser promulgado por Biden.

Tempo limitado

Impedir um "shutdown" evitaria tensões em meio às negociações sobre os projetos de Biden e a ameaça de default, caso não seja aumentado ou suspenso rapidamente o teto da dívida.

Os congressistas devem aumentar até 18 de outubro a capacidade de endividamento do país caso desejem evitar o primeiro default na história da maior potência econômica mundial.

"O tempo é limitado, o perigo é real", destacou Chuck Schumer.

Os republicanos se recusam a suspender o limite de emissão da dívida, pois consideram que seria um cheque em branco para o governo Biden.

Por isso deixaram a decisão nas mãos dos democratas, que precisam apelar a seus próprios votos para aprovar a medida através de uma manobra parlamentar que pode levar tempo.

Mas Schumer considera que "esta via é muito arriscada" e recorda que a dívida se acumulou sobretudo durante os governos anteriores.

A Câmara de Representantes aprovou na quarta-feira um texto que prevê a suspensão do teto da dívida até dezembro de 2022, mas sem o apoio republicano no Senado a iniciativa não tem efeito.

Há muita incerteza sobre qual será a solução do Congresso para a medida.

"O fato de os republicanos serem tão irresponsáveis não é surpresa", disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

A respeito dos planos de Biden, congressistas da ala mais à esquerda do Partido Democrata ameaçam provocar o fracasso de uma votação final sobre o projeto de infraestrutura previsto para esta quinta-feira na Câmara, indignados porque não receberam garantias dos centristas sobre o avanço do gigantesco plano de reformas sociais.

Muitas dúvidas envolvem os planos cruciais do governo Biden, que envolvem um gasto avaliado em quase 5 trilhões de dólares.

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