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Espanha: Separatistas bascos reconhecem 'dor' causada pelo ETA em atentados

Na imagem: homenagens aos mortos por membro do ETA, na Praça da Memória, em Vitoria-Gasteiz, no País Basco - Iñaki Berasaluce/Europa Press via Getty Images
Na imagem: homenagens aos mortos por membro do ETA, na Praça da Memória, em Vitoria-Gasteiz, no País Basco Imagem: Iñaki Berasaluce/Europa Press via Getty Images

Em Madri (Espanha)

18/10/2021 11h54Atualizada em 18/10/2021 11h55

Dez anos após o fim da luta armada do ETA, os herdeiros do braço político da organização reconheceram hoje, sem ambiguidade, "a dor" causada às vítimas por parte do grupo separatista basco, algo que "nunca deveria ter acontecido".

"Transitar para uma paz justa e duradoura precisa do reconhecimento e reparação de todas, absolutamente todas as vítimas. Não nos esqueceremos de nenhuma delas", declarou o coordenador da coalizão separatista basca Bildu, Arnaldo Otegi, militante do ETA na juventude.

"Hoje, queremos fazer uma menção específica às vítimas da violência do ETA. Queremos oferecer nosso pesar e dor pelo sofrimento. Queremos dizer, de coração, que sentimos enormemente seu sofrimento", disse.

"Sentimos sua dor. Isso nunca deveria ter acontecido, ninguém pode justificar tudo o que aconteceu, ou que tenha durado tanto tempo. Infelizmente, o passado não tem remédio, nada que falarmos pode desfazer o dano causado", continuou.

Essa declaração ocorre a dois dias do décimo aniversário do anúncio do ETA, em 20 de outubro de 2011, de que estava abandonando a luta armada.

A organização, classificada como terrorista pela União Europeia, é acusada de mais de 850 mortes em quatro décadas de violência em sua busca por conquistar a independência do País Basco e Navarra da Espanha.

O ETA anunciou sua dissolução definitiva em 3 de maio de 2018, poucos dias depois de ter pedido perdão às vítimas.

Mas esse perdão gerou polêmica, já que foi dirigido especificamente às vítimas "que não tiveram participação direta no conflito", ou seja, vítimas civis, mas não os membros das forças de segurança ou políticos.

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