PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
1 mês

Marrocos se dispõe a favorecer retomada de negociações entre Israel e palestinos

Conflito na Faixa de Gaza entre Israel e Hamas, na Palestina - Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Conflito na Faixa de Gaza entre Israel e Hamas, na Palestina Imagem: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

29/11/2021 20h10

Rabat, 29 Nov 2021 (AFP) - O Marrocos, que normalizou suas relações diplomáticas com Israel no ano passado, está disposto a "aproveitar" seus laços com as partes do conflito israelense-palestino para promover a retomada do processo de paz, anunciou o rei Mohamed VI nesta segunda-feira (29).

"O Marrocos continuará seus esforços para que sejam satisfeitas as condições para o retorno das partes à mesa de negociações", declarou o monarca alauita por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.

Para isso, "aproveitará sua posição e relação privilegiada com todas as partes", acrescentou durante discurso.

O Marrocos restabeleceu suas relações com Israel há um ano, no âmbito do processo de normalização entre o Estado judeu e alguns países árabes, patrocinado pela administração dos Estados Unidos.

Os dois países já haviam estabelecido relações diplomáticas no início dos anos 1990, mas Rabat pôs fim ao processo com o início da Segunda Intifada, o levante palestino contra a ocupação israelense no início dos anos 2000.

Durante seu discurso, Mohamed VI pediu "esforços diplomáticos intensos e eficazes" para "reativar as negociações entre as duas partes, visando alcançar um desfecho favorável na questão palestina, no contexto de uma solução de dois Estados", de acordo com as fronteiras de 1967 e as decisões do direito internacional.

Nesta segunda, aconteceram várias manifestações contrárias à normalização de relações com Israel, mobilizando dezenas de ativistas pró-Palestina em diversas cidades do reino alauita, de acordo com vídeos publicados nas redes sociais.

Contudo, assim como aconteceu no domingo, as autoridades proibiram um protesto na capital Rabat, segundo a AFP.

"Há 43 anos nós celebramos este dia [da solidariedade] sem nenhum problema e sem nenhuma proibição, mas esta é a primeira vez que somos proibidos", lamentou Ahmed Amine, um manifestante de 65 anos.

Outro manifestante, Mouad El Jouhri, de 63 anos, denunciou a "traição e normalização com o inimigo [israelense]".

Internacional