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Variante ômicron já estava presente na Holanda desde 19 de novembro

Com 16 casos confirmados, a Holanda é um dos países mais afetados pela variante ômicron na Europa - Getty Images
Com 16 casos confirmados, a Holanda é um dos países mais afetados pela variante ômicron na Europa Imagem: Getty Images

30/11/2021 17h18Atualizada em 30/11/2021 18h00

As autoridades de saúde da Holanda afirmaram nesta terça-feira (30) que a variante ômicron do coronavírus já estava presente no país em 19 de novembro, ou seja, uma semana antes do que se acreditava até agora.

O Instituto Nacional de Saúde e Meio Ambiente da Holanda (RIVM, na sigla em holandês) "detectou a variante ômicron em dois testes feitos no país em 19 e 23 de novembro", afirmou a instituição em um comunicado.

Até agora, se pensava que os primeiros casos de ômicron na Holanda eram os 14 positivos que desembarcaram em Amsterdã em dois voos procedentes da África do Sul em 26 de novembro.

Os dois contágios revelados nesta terça-feira aconteceram, portanto, antes de cientistas da África do Sul informarem a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 24 de novembro, sobre a descoberta de uma nova cepa, denominada ômicron e considerada como "preocupante".

"Ainda não está claro se os infectados estiveram no sul da África", afirmou o RIVM, que notificou os envolvidos e acrescentou que os serviços municipais estão em busca de possíveis contatos.

"Serão realizados estudos para determinar a distribuição da variante ômicron na Holanda", explicou o instituto, que vai examinar novamente amostras anteriores à busca pela cepa.

Com 16 casos confirmados, o país é um dos mais afetados pela variante ômicron na Europa. Os 14 casos que chegaram a Amsterdã estão atualmente em quarentena.

Assim, a Holanda se junta a outros países europeus, como Bélgica e Alemanha, que registraram contágios da ômicron antes da notificação oficial à OMS em 24 de novembro.

Segundo Aura Timen, diretora da coordenação nacional de luta contra doenças infecciosas do RIVM, esta situação se repetirá em outros países, quando forem analisados os testes das últimas semanas.

"Temos o maior número porque fizemos testes em dois aviões, não sei o que aconteceria se outros países fizessem o mesmo, teriam provavelmente o mesmo resultado", acrescentou. "Quando uma nova variante aparece e é anunciada, é provável que ela já esteja difundida por todo o mundo".

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