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Argentina autoriza entrada da Starlink, a internet via satélite de Elon Musk

A Argentina autorizou, nesta segunda-feira (26), a Starlink, empresa do magnata sul-africano Elon Musk, um admirador confesso do presidente Javier Milei, a fornecer internet via satélite no país.

Através de uma resolução publicada no Boletim Oficial (Diário Oficial), a Entidade Nacional de Comunicações da Argentina (Enacom) autorizou a empresa de Musk, mas também a Amazon Kuiper e a OneWEB, com o objetivo de que "a Argentina volte a ser líder na região".

"Em linha com nossa abertura ao mundo, o presidente decidiu, através do Enacom a autorizar a entrada na Argentina das empresas americanas Starlink e Amazon Kuiper, e da britânica OneWeb. Isso significa, sem mais, sem menos, maior liberdade, maior investimento e maior concorrência em tudo o referente ao mercado de internet via satélite", disse, durante coletiva de imprensa, o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni.

A medida "permitirá a conectividade de empresas e pessoas que, por alguma razão, outras tecnologias não permitiam fazê-lo", detalhou.

Segundo o site da Starlink, o serviço de internet via satélite estará disponível na Argentina no segundo trimestre de 2024.

Atualmente, praticamente todos os serviços de internet via satélite são fornecidos pela empresa estatal ARSAT, ou usavam seus satélites para o serviço.

Os contatos entre Musk e Milei datam, pelo menos, desde que o presidente venceu as eleições em 19 de novembro de 2023 e são quase exclusivamente via redes sociais, ao menos os de ordem pública.

"A prosperidade está adiante para a Argentina", publicou Musk na rede X, da qual também é proprietário, no dia em que Milei foi eleito presidente.

Posteriormente, em 6 de dezembro, Milei escreveu no X que havia tido uma conversa com Musk na qual agradeceu o empresário por "defender as ideias da liberdade".

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"Elon me desejou muita sorte e sucesso na tarefa, lembrando que a Argentina soube ser um dos países mais prósperos e influentes do mundo", afirmou.

Duas semanas depois, o governo anunciou o lançamento de um Decreto de Necessidade e Urgência, com o qual modificou ou anulou mais de 300 normas. Em rede nacional, Milei mencionou 30 dessas reformas, entre as quais estava a "desregulamentação dos serviços de internet via satélite para permitir a entrada de empresas como a Starlink".

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