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Sistema Cantareira opera há 1 ano só com volume morto

O Sistema Cantareira dependerá do volume morto pelo menos até outubro, mesmo com chuva 50% acima da média no período de seca, segundo a Sabesp - Vagner Campos/A2 Fotografia
O Sistema Cantareira dependerá do volume morto pelo menos até outubro, mesmo com chuva 50% acima da média no período de seca, segundo a Sabesp Imagem: Vagner Campos/A2 Fotografia

Em São Paulo

13/07/2015 08h28

Se o volume morto é o cheque especial, como afirmam especialistas em recursos hídricos, faz um ano que o Sistema Cantareira estourou seu crédito e sobrevive no vermelho. Foi no dia 11 de julho de 2014 que o estoque de água que fica acima do nível das comportas, chamado volume útil, se esgotou de vez.

Desde então, toda água captada pela Sabesp para abastecer parte da Grande São Paulo sai da reserva profunda das represas. Inédita, essa captação, contudo, já havia começado antes, em 16 de maio, na Represa Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, porque o estoque nela acabou antes.

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), se chover dentro da média nos próximos meses, o volume morto se recupera em 200 dias. Até ontem, contudo, só havia chovido 44% do esperado para o mês de julho.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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