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Política de preço da Petrobras deverá ser alterada em governo do PT, diz Pochmann

Caio Rinaldi e Francisco Carlos de Assis

São Paulo

23/08/2018 14h24

As empresas estatais e os bancos públicos devem atuar no mercado com um norte diferente das companhias da iniciativa privada, afirmou o economista Marcio Pochmann, responsável pelo programa econômico do PT nas eleições presidenciais. "Se temos empresas e bancos públicos atuando na mesma lógica das empresas privadas, não faz sentido serem estatais. Na realidade, elas precisam atuar em linha com uma função social", declarou.

A política de preços da Petrobras deverá ser alterada, em caso de vitória do PT no pleito eleitoral, disse Pochmann. "Vamos fazer com que a formação de preço da Petrobras ocorra em linha com a realidade do mercado nacional. Se 90% da nossa demanda é interna, não faz sentido ficar tão exposto à oscilação internacional", explicou.

A fala foi feita durante sabatina realizada pelo Grupo Estado em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Para o economista do PT, o modelo de partilha do pré-Sal é "fundamental" e a verba proveniente de royalties de recursos escassos, como é o petróleo, deve ser investida em áreas que oferecerão ganhos permanentes à sociedade, como Educação.

O economista esclareceu que atuar com foco na função social não significa que as empresas não podem ter lucro. "Pegando o caso da Caixa e do Banco do Brasil como exemplo, eles precisam estar descolados da lógica do mercado. Tem cidades que os bancos privados não têm agência e cabe aos bancos públicos atender a população destas localidades", disse.