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Cotidiano

'É mais uma tragédia humana', diz Raquel Dodge sobre Brumadinho

Luiz Vassallo

São Paulo

25/01/2019 18h19

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acompanha, desde o início da tarde desta sexta-feira, 25, os desdobramentos do rompimento da barragem de Brumadinho, na região metropolitana de Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros, há 200 desaparecidos.

"É mais uma tragédia humana e ambiental que atinge o Estado e que reforça a preocupação com problemas crônicos e graves em nosso País", afirmou, ao lamentar o fato que, segundo ela, requer providências firmes das instituições.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, "Raquel Dodge telefonou para integrantes do Ministério Público Federal e Estadual em Minas Gerais. Ela falou com a procuradora-chefe do MPF em Minas Gerais, Isabela de Holanda Cavalcanti, o procurador da República, Helder Magno da Silva - que é o procurador natural do caso - e com o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet".

A Procuradoria-geral ainda afirma, por meio de nota, que Raquel "ofereceu apoio integral da Administração para a elucidação da tragédia e destacou a importância da atuação conjunta entre os MPs estadual e federal no caso".

"Raquel Dodge também falou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, a quem informou as providências já adotadas por parte do Ministério Público e indicou interlocutores do MP, que já se deslocaram para Brumadinho".

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rompimento aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Um helicóptero dos bombeiros sobrevoa a região.

O rompimento da barragem de Brumadinho ocorre pouco mais de três anos após a maior tragédia ambiental da história do País, que envolveu a barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. A lama de rejeitos atingiu 40 cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo e contaminou a Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Dezoito pessoas morreram em decorrência do rompimento da barragem de Fundão e 22 pessoas, entre elas, funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, respondem por acusação de homicídio do Ministério Público Federal.

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