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Exército apreende 190 armas e prende sargento e servidor da Marinha em flagrante

Além das armas que já haviam sido identificadas durante as investigações como desviadas, os agentes apreenderam outras 81 em situação irregular - iStock
Além das armas que já haviam sido identificadas durante as investigações como desviadas, os agentes apreenderam outras 81 em situação irregular Imagem: iStock

Pepita Ortega

Do Estadão Conteúdo, em São Paulo

03/08/2020 16h13

Uma ação do Exército para recuperar armamentos desviados do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar apreendeu mais de 190 armas com civis, militares e colecionadores na última sexta (31). A ofensiva prendeu ainda, em flagrante, um sargento do Exército e um servidor civil da Marinha com cadastros como CACs (colecionador, atirador e caçador) — o primeiro com uma arma com numeração raspada e o segundo com várias armas sem registro algum.

Deflagrada após pedido do Ministério Público Militar, a operação foi realizada no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e Paraná para recuperar 119 armamentos em endereços ligados a 13 pessoas e uma empresa. Destas, foram encontradas 101.

No entanto, além das armas que já haviam sido identificadas durante as investigações como desviadas, os agentes apreenderam outras 81 em situação irregular, assim como munições de diversos calibres, peças e acessórios de vários tipos de armamentos.

Além de apreender as armas, os agentes buscavam prender um dos investigados que tem condenação já transitada em julgado e é foragido da Justiça Militar. Ele não foi encontrado e segue na mesma situação.

Segundo o Ministério Público Militar, as investigações que culminaram na operação realizada na última sexta, 31, miram três situações de irregularidades, entre elas o desvio de armas entregues para destruição e/ou para retorno à cadeia de suprimentos do Exército por colecionadores, militares e/ou seus familiares.

Além disso, os investigadores apuram desvios de armas destinadas à destruição decorrente do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre o Exército e o Supremo Tribunal Federal, em 2017, e ainda tentativas de dar legalidade em armas contrabandeadas ou adquiridas/apreendidas ilegalmente.

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