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Coronavírus

Pazuello: Não conseguimos atender nem 50% da demanda de hidroxicloroquina

Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello - ADRIANO MACHADO
Ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello Imagem: ADRIANO MACHADO

Marlla Sabino

Brasília

13/08/2020 12h14

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje que o governo federal não conseguiu atender nem 50% das demandas por hidroxicloroquina, medicamento sem comprovação científica usado no tratamento contra a covid-19. Segundo ele, a pasta já distribuiu 5,3 milhões de doses do remédio.

"Coloco de uma forma bem clara que nós atendemos demandas, nós não distribuímos sem demanda", disse durante participação em audiência pública na comissão que acompanha a situação fiscal da pandemia do novo coronavírus do Congresso. O ministro foi convidado para explicar a logística de medicamentos e de testes para diagnósticos da doença para todo o país.

Pazuello explicou que, no início da pandemia, o Ministério da Saúde precisou do auxílio de outras pastas para estruturar a compra de medicamentos para intubação de pessoas em estado grave. Segundo ele, o governo fez um esforço para localizar empresas que tinham os insumos e que, até o momento, foram repassados 3,4 milhões de kits de intubação para Estados e municípios.

"Fizemos também aquisições internacionais junto à Opas, junto ao Uruguai, já executada, e estamos também fazendo uma terceira etapa com a União Europeia. Esses medicamentos do Uruguai já foram recebidos, com apoio do Ministério da Defesa, e distribuídos para Estados do Sul. Os medicamentos da Opas estão para chegar esta semana, de uma licitação internacional. O acordo da União Europeia também, nos próximos 15 dias."

Testagem

Durante a audiência, o ministro e técnicos da pasta apresentaram projeções da ampliação da testagem para covid-19, mas ressaltaram que cabe ao médico decidir como será feito o diagnóstico em casos suspeitos. Até o momento, as redes pública e privada de saúde realizaram 9,3 milhões de testes para diagnósticos da doença -sendo 3,8 milhões de testes RT-PCR e 5,5 milhões de testes sorológicos (rápidos).

"Temos o raciocínio de fazer 24,5 milhões de testes RT-PCR, somando com o que já foi feito, e 22 milhões de testes sorológicos", explicou o ministro. Para chegar a este número, segundo ele, o governo federal reforçou a compra de insumos para realização dos exames.

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