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Sigla de Bolsonaro, partido Aliança pelo Brasil não sairá do papel até eleições de 2022

15.set.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília - Adriano Machado/Reuters
15.set.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

Lauriberto Pompeu

Do Estadão Conteúdo

17/09/2021 08h04Atualizada em 17/09/2021 08h42

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) montaram uma "força-tarefa" para coletar assinaturas, mas, ainda assim, o Aliança pelo Brasil não deve sair do papel até o ano que vem. O próprio presidente já admitiu publicamente que já não conta com a criação do partido para disputar a reeleição, em 2022.

O empresário Luís Felipe Belmonte, segundo-vice-presidente da legenda idealizada por Bolsonaro, afirmou que o grupo deve conseguir reunir o número necessário de assinaturas até abril do ano que vem, mas dificilmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conseguirá analisar e validá-las a tempo.

Para disputar as eleições de 2022, o Aliança precisa coletar 492 mil assinaturas até abril do ano que vem. Desde novembro de 2019, quando a sigla foi anunciada, até hoje, o partido recolheu pouco mais de 130 mil apoios validados pelo TSE.

Os esforços para atrair apoiadores têm ocorrido em eventos bolsonaristas, como as manifestações pró-governo no 7 de Setembro. Segundo Belmonte, a mobilização no Dia da Independência rendeu 100 mil assinaturas, que precisam ser analisadas pelo TSE. O empresário admitiu que Bolsonaro está afastado desse processo.

"O presidente não está acompanhando a criação do Aliança. Não sei dizer os planos partidários dele."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.