Fox acusa Trump de pedir US$ 5 milhões para participar de debate

Em Nova York (EUA)

  • Jim Young/Reuters

    29.jan.2016 - Rand Paul, Chris Christie, Ben Carson, Ted Cruz, Marco Rubio, Jeb Bush e John Kasich pouco antes do debate na disputa pela Casa Branca

    29.jan.2016 - Rand Paul, Chris Christie, Ben Carson, Ted Cruz, Marco Rubio, Jeb Bush e John Kasich pouco antes do debate na disputa pela Casa Branca

A emissora de TV norte-americana Fox News acusou o pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, de ter exigido US$ 5 milhões para participar do debate organizado pelo canal na noite desta quinta-feira (28).   

"Durante o período de nossas conversas, fomos informados sobre suas preocupações com um quadro satírico que fizemos sobre os ataques contra Megyn Kelly e para alertá-la de ser protegida no futuro. Além disso, Trump ofereceu uma condição para participar do debate em que a Fox News deveria contribuir com US$ 5 milhões para sua instituições de caridade", emitiu a emissora em nota.

Segundo a Fox, foi explicado a ele que "nenhuma quantia de dinheiro seria entregue por qualquer razão" para os participantes do debate e que o evento ocorreria de qualquer maneira.

Trump negou o fato e realizou um evento ao mesmo tempo em que o debate era transmitido para os Estados Unidos. Segundo a mídia norte-americana, o pré-candidato já havia feito o mesmo pedido para a emissora CNN, que nega o pagamento.

O problema do magnata com a emissora Fox News é voltado para a jornalista e âncora do canal, Megyn Kelly. Tudo começou em agosto, quando Kelly foi a moderadora do primeiro debate entre os concorrentes republicanos e questionou o milionário sobre as acusações de comportamentos extremamente machistas, chamando mulheres de "gordas", "porcas" e "idiotas".

Trump respondeu que os comentários referiam-se à comediante Rosie O'Donnell. Porém, Kelly replicou dizendo que ele havia feito referências desse tipo por mais de uma vez. O bilionário alçou o tom de voz e disse que a âncora "não gostava" dele e que poderia começar a "não ser educado" com ela.

A partir desse dia, o magnata começou a chamar os funcionários da emissora de "incompetentes e parciais", mas a Fox decidiu ficar ao lado de sua jornalista e defendê-la publicamente, inclusive com a sátira que tanto irritou Trump.

Ontem, ao abrir os trabalhos no debate, Kelly questionou a ausência do líder das pesquisas republicanas justamente para seu maior desafeto na corrida eleitoral, o senador Ted Cruz.

"Donald Trump escolheu não aparecer neste debate presidencial. Qual a mensagem que você acha que ele está mandando para os eleitores de Iowa?", disse em referência à primeira cidade norte-americana que terá a realização das primárias.   

"Deixe-me falar: eu sou um louco. E todo mundo que está neste palco é estúpido, gordo e feio. E Ben [Carson], você é um cirurgião terrível. Agora que nós tivemos o porte de Donald Trump no palco, eu quero agradecer a todos que estão aqui e mostraram ao povo de Iowa respeito", disse Cruz em sua primeira fala.

Nascida em Siracusa, Nova York, Kelly tem origens italianas por parte de mãe e irlandesa por parte de pai. Formada em direito, ela optou por seguir carreira no jornalismo.

Em 2003, atuava pela emissora ABC no setor de polícia. Na Fox desde 2014, ela ainda lidera um programa sobre política chamado de "The Kelly Files".

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