Líder indica possível rendição do Boko Haram

ROMA, 24 MAR (ANSA) - Um dos grupos jihadistas mais sanguinários da África, o Boko Haram está perto de anunciar sua rendição.   

Pelo menos é o que indica o último vídeo divulgado pelo líder da organização fundamentalista nigeriana, Abubakar Shekau, no qual ele diz: "Para mim é o fim".   

Militares da Nigéria estão convencidos de que a gravação não é outra coisa que não o "testamento" do terrorista. "A mensagem é clara. Ver Shekau no vídeo significa que o jogo terminou. É um vídeo de adeus", disse à "BBC" um membro graduado das Forças Armadas do país africano.   

Segundo a fonte, outro sinal da possível rendição do Boko Haram é a linguagem usada por seu líder. "Para esse terrorista arrogante, falar em um tom tão passivo e submisso demonstra que ele foi derrotado", afirmou. Shekau não aparecia havia cerca de um ano e chegou a ser dado como morto em diversas ocasiões.   

"Para mim é o fim. Que Alá nos proteja do mal. Agradeço ao meu criador", declarou o jihadista na gravação divulgada nesta quinta-feira (24). No entanto, analistas locais foram mais cautelosos e salientaram que não se sabe ainda se a mensagem do líder se refere ao grupo como um todo ou a ele próprio. Neste último caso, Shekau poderia abdicar do comando do Boko Haram.   

Além disso, não se exclui que o vídeo possa ser uma armadilha.   

A atuação do grupo jihadista é concentrada no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, mas também atinge nações vizinhas, como Camarões, Níger e Chade. Seu objetivo é implantar um regime fundamentalista islâmico na parte setentrional do país.   

Os atentados e massacres do Boko Haram já deixaram milhares de mortos, mas o grupo só ganhou o noticiário internacional em abril de 2014, ao sequestrar quase 300 estudantes de uma escola de Chibok. Desse total, 219 permanecem desaparecidas até hoje.   

No ano passado, a milícia declarou lealdade ao Estado Islâmico (EI), submetendo-se à autoridade do autoproclamado califa Abu Bakr al Baghdadi. Contudo, o Boko Haram vem perdendo força nos últimos meses, principalmente por causa das operações militares conjuntas entre Nigéria, Níger e Chade. (ANSA)
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