Bélgica prende 3 suspeitos em operação antiterrorismo

BRUXELAS, 25 MAR (ANSA) - A polícia da Bélgica prendeu nesta sexta-feira (25) três pessoas suspeitas de ligação com terrorismo, durante operações nos bairros de Schaerbeek, Forest e Saint-Gilles, todos em Bruxelas. A capital belga foi alvo de dois atentados na última terça-feira (22), na estação de metrô Maelbeek e no aeroporto local, os quais provocaram a morte de mais de 30 pessoas e deixaram outras 300 feridas. De acordo com o jornal "La Dernière Heure", a primeira prisão ocorreu na rua de Belgrade, no bairro de Forest. O suspeito, Tafwik A., foi ferido na perna e, em seguida, detido pela polícia.   

Logo depois, os agentes prenderam Salah A. na rua de Modere, em Saint-Gilles. O terceiro detido também foi ferido na perna e foi encontrado na avenida Rogier, em Schaerbeek.   

No início do dia, a imprensa belga tinha cogitado a possibilidade de que o homem preso em Schaerbeek fosse Mohamed Abrini, um dos cúmplices de Salah Abdeslam, detido há uma semana, após ficar quatro meses foragido, por envolvimento nos atentados terroristas de Paris em 13 de novembro. Abrini também teria ajuda nos ataques da França. Mas logo em seguida as autoridades desmentiram a notícia. Mesmo assim, os jornais belgas acreditam que o suspeito seja uma pessoa importante dentro das células terroristas que atuam em Bruxelas e que possuem ligação com o grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). As operações policiais em Bruxelas estão relacionada à realizada ontem, na capital da França, e que permitiu que as autoridades impedissem um novo atentado terrorista e prendessem o francês Reda Kriket.   

A Bélgica e a França já tinham realizado operações em conjunto para capturar suspeitos de envolvimento nos atentados de Paris.   

No entanto, a polícia belga intensificou as ações nesta semana devido ao ataque em Bruxelas.   

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, está em visita à Bélgica e se reuniu com o premier Charles Michel.   

"Os Estados Unidos estão determinados a apoiar a Bélgica e todos os outros países da União Europeia para enfrentar o desafio do terrorismo. Continuaremos oferecendo a assistência necessária para as investigações", disse o secretário de Estado. "Não nos intimidaremos e não pararemos até eliminar a ideologia do Estado Islâmico deste mundo", assegurou Kerry. Já o presidente da França, François Hollande, garantiu que a célula terrorista responsável pelo atentado em Paris está quase "aniquilada", mas existem "outras células" para serem combatidas.   

Depoimentos - Preso desde a última sexta-feira, Salah Abdeslam tinha prometido ajudar a polícia e oferecer informações sobre as células terroristas. Porém, o ministro da Justiça belga, Koen Geens, disse hoje que Abdeslam se nega a fornecer mais dados. (ANSA)
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