Com apoio russo, forças sírias reconquistam Palmira

ROMA, 27 MAR (ANSA) - As forças governistas da Síria, com o apoio militar russo, retomaram totalmente o controle da cidade de Palmira, que estava sob poder do grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) desde maio de 2015. A notícia foi dada neste fim de semana pela emissora estatal de televisão, citando fontes militares e ativistas do Observatório para os Direitos Humanos da Síria (Ondus), que contabilizaram vários jihadistas mortos durante as operações de retomada da cidade pelas forças do governo de Bashar al-Assad. Os militares conseguiram expulsar os jihadistas da cidade histórica após quase 20 dias de combates. Palmira abriga ruínas e patrimônios culturais, muitos dos quais já foram destruídos por homens do Estado Islâmico. A reconquista de Palmira é uma vitória para o Exército sírio e foi comemorada em larga escala pelo regime de Damasco. "É um resultado importante", disse Assad à emissora estatal. O presidente sírio também aproveitou a oportunidade para criticar as operações militares conduzidas pela coalizão internacional, sob liderança dos Estados Unidos, que bombardeia alvos do EI. De acordo com Assad, falta seriedade à coalizão, que em quase um ano e meio de operações não atingiu resultados significados. Assad recebeu hoje uma delegação francesa formada por parlamentares, intelectuais, pesquisadores e jornalistas com o objetivo de apresentar a situação de algumas cidades sírias e convencê-los para que a França altere sua política em relação a Damasco. Apesar das críticas do ditador sírio, nos últimos dias as autoridades dos Estados Unidos confirmaram a morte do número 2 do EI, conhecido como Haji Iman, mas cujo nome verdadeiro era Abd ar-Rahman Mustafa al-Qaduli. Ele foi morto em um bombardeio na Síria neste mês de março. A notícia foi dada dias após o Estado Islâmico realizar atentados contra a capital belga, Bruxelas, matando mais de 30 pessoas. Isso fez com que a Bélgica anunciasse mais medidas militares, junto com a coalizão internacional, para combater o EI. A França também já foi alvo do grupo jihadista em novembro do ano passado, quando uma série de ataques em Paris provocou a morte de 130 pessoas. (ANSA)
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