Donald Trump gera polêmica ao pedir punições ao aborto

SÃO PAULO, 31 MAR (ANSA) - O pré-candidato republicano Donald Trump entrou em mais uma polêmica durante uma entrevista concedida ao canal MSNBC na noite desta quarta-feira (30). Dessa vez, o tema foi a punição às mulheres que fazem aborto.   

Ao ser questionado pelo apresentador Chris Matthews se é necessário punir as mulheres que tomam a atitude, o magnata afirmou que sim e afirmou que ainda não sabia qual a forma de punição "se 10 centavos ou 10 anos". Assim que foi divulgada, a frase criou uma polêmica enorme nos Estados Unidos.   

A pré-candidata democrata, Hillary Clinton, postou em seu Twitter a frase "quando a gente acha que não pode piorar.   

Terrível e revelador". Já o também democrata Bernie Sanders postou as imagens de Trump e escreveu "seu líder republicano, senhoras e senhores. Vergonhoso". Até mesmo os republicanos Jonh Kasich e Ted Cruz criticaram, de maneira mais branda, a fala de Trump.   

Horas após dar a entrevista, o site do candidato publicou um comunicado dizendo que ele "não mudou de posição", mas que "se o Congresso aprovar uma lei que torne o aborto ilegal [...], o médico ou qualquer outra pessoa que execute esse ato ilegal em uma mulher deveria ser legalmente responsável, não a mulher".   

Segundo o jornal "The Guardian", em outra entrevista dada por Trump em 1999, o agora líder da corrida republicana afirmava ser "pró-escolha em todos os sentidos" e que não "baniria o aborto" se fosse eleito presidente.   

A polêmica frase de Trump ocorreu no mesmo dia em que a Food and Drug Administration (FDA, que regula a questão de medicamentos nos EUA) flexibilizou de maneira inesperada o acesso ao mifepristona, a chamada de "pílula do aborto". O comprimido, aprovado para uso em 2000, bloqueia os receptores do hormônio progesterona e induz ao aborto.   

Com a medida, a agência diminuiu de três para duas o número de consultas médicas que uma mulher precisa fazer para tomar o medicamento, aumentou de sete para 10 semanas o tempo que ela tem para tomar a pílula e diminuiu a dosagem da mifepristona de 600 miligramas para 200mg - a fim de evitar danos colaterais. As medidas valem para a maior parte dos estados norte-americanos.   

Grupos pró-abortos comemoraram a decisão por dar ainda mais poder às mulheres e a decisão sobre a gravidez. Já os grupos contrários acusaram o presidente Barack Obama de influenciar a medida para ajudar seus candidatos na corrida eleitoral.   

Nos Estados Unidos, a prática do aborto é permitida desde 1973.   

(ANSA)
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