Após protestos, França aprova reforma trabalhista

PARIS, 12 MAI (ANSA) - Após a capital francesa ser palco de cenas de guerrilha, a Assembleia Nacional aprovou nesta quinta-feira (12) a nova lei trabalhista proposta pelo presidente François Hollande e que vinha sofrendo críticas da sociedade. Agora, o texto passa pelo Senado. Horas antes da aprovação, manifestantes entraram em confronto com a polícia, em protesto contra a reforma. Eles lançaram objetos contra os agentes de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo. Um jovem foi ferido na cabeça e três pessoas foram detidas. A reforma trabalhista proposta pelo presidente socialista François Hollande sofreu retaliações tanto de eleitores da esquerda quanto da direita. Por isso, o primeiro-ministro Manuel Valls recorreu ao artigo 49 do parágrafo 3º da Constituição, que interrompe de imediato as discussões no Parlamento e prevê a chancela do texto sem aprovação, através de uma moção de censura, a foi rejeitada pela Assembleia Nacional hoje. A reforma tem como meta dar mais flexibilidade para empresas e empregadores negociarem as jornadas de trabalho diretamente com seus funcionários, além de apresentar condições menos restritivas a quem fizer demissões. (ANSA)
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