O que pode ter derrubado avião da EgyptAir?

Em Roma (Itália)

Com exceção de um míssil, são muitas as "técnicas" que poderiam ter sido adotadas para derrubar o avião da EgyptAir que caiu no mar Mediterrâneo, caso se confirme que o desastre é realmente fruto de um atentado.   

"O primeiro cenário é aquele de um explosivo colocado a bordo da aeronave graças a cúmplices internos", afirma Pietro Batacchi, diretor da "Rivista Italiana Difesa" (RID), uma das principais publicações de estratégia e segurança militar da Europa.   

Segundo ele, o caso remete à tragédia com o avião da companhia russa Metrojet no último dia 31 de outubro, que matou 224 pessoas na península egípcia do Sinai. "Daquela vez, um explosivo improvisado teria sido introduzido a bordo por um mecânico a serviço do aeroporto de Sharm el Sheikh e ligado, por meio de um primo, ao Estado Islâmico", acrescenta o especialista.   

No entanto, Batacchi ressalta que esse cenário seria difícil de se repetir em um aeroporto como o Charles de Gaulle, em Paris, onde os controles são muito mais rigorosos, especialmente após os atentados realizados na França em 2015.   

Outra hipótese seria a do uso de elementos não detectáveis pela segurança, com os quais teria sido montada a bordo uma bomba improvisada. Em 2009, um terrorista nigeriano ligado à Al Qaeda na Península Arábica tentou detonar uma mistura de PETN (tetranitrato de pentaeritrina) e peróxido de acetona escondidos na cueca. Ele só não conseguiu graças à intervenção de passageiros.   

"Se trata de pouco menos de um hectograma [100 gramas], mais do que o suficiente, se detonada com eficácia, para criar um dano irreparável em uma estrutura pressurizada como a célula de um avião de passageiros", explica o especialista italiano.   

Segundo Batacchi, outro caso a ser levado em consideração é o de um avião da companhia somali Daallo Airlines no qual, em fevereiro passado, um terrorista detonou uma pequena quantidade de TNT escondida dentro de um notebook. A explosão, reivindicada pelo grupo Al Shabab, causou um buraco na fuselagem, mas a aeronave conseguiu pousar em segurança, já que estava em baixa altitude.   

A última hipótese é a de um sequestro por um comando suicida que teria tomado o controle do jato e o derrubado no mar.

Já a possibilidade de um míssil é descartada porque o avião estava a 37 mil pés de altitude e só poderia ser atingido por um sofisticado sistema terra-ar. "Não há indícios de que os grupos terroristas o tenham", afirma o diretor da RID.   

Nenhuma organização reivindicou o possível ataque, até o momento, e os investigadores também trabalham com a hipótese de um acidente.

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