Cinco policiais são mortos em protesto em Dallas

DALLAS, 8 JUL (ANSA) - Um protesto contra a violência policial realizado em Dallas, no estado norte-americano do Texas, terminou em tragédia quando ao menos cinco agentes de segurança foram mortos e outros seis ficaram feridos no final da noite da última quinta-feira, dia 7.   

As autoridades locais ainda não sabem se o atirador agiu sozinho e existem suspeitas de que foi uma ação previamente planejada. O suspeito teria se matado ainda na cena do crime, sendo que outras três pessoas foram detidas por suposta participação.   

O prefeito de Dallas, Mike Rawlings, explicou, em coletiva de imprensa, que "alguns policiais foram baleados nas costas" e que "o plano era ferir e matar o maior número de agentes possível".   

Ainda não se sabe o motivo do ataque.   

Lamentando o episódio, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar horrorizado com a notícia e que "não existem justificativas" para o crime.   

Ainda segundo o mandatário, os policiais têm "um trabalho extremamente difícil, o qual a maioria deles cumpre de forma excepcional".   

Ele se encontra em Varsóvia, na Polônia, para um encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).   

Esse foi o episódio com maior número de morte de policiais nos Estados Unidos desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, em Nova York.   

Histórico - Os protestos foram realizados em Dallas após as mortes de Philando Castile e Alton Sterling, dois jovens negros assassinados por policiais, nos últimos dias em diferentes estados, Louisiana e Minnesota. Os episódios reacenderam o debate sobre a violência policial nos Estados Unidos.   

Castile, de 32 anos, estava em um carro com sua namorada e uma criança quando foi parado por uma viatura. Abordado pelos policiais, ele disse ter uma arma regularizada, mas, ao tentar pegar sua carteira, foi baleado pelos policiais. A companheira de Castile filmou o momento após os disparos e publicou o vídeo nas redes sociais. A gravação mostra o homem ensanguentado no banco do motorista e um policial armado no lado de fora, enquanto sua filha, de quatro anos, grita.   

Horas antes, em Baton Rouge, capital de Louisiana, Sterling, um comerciante negro de 37 anos, já havia sido assassinado pela Polícia, que o baleou na certeza de que ele estava armado.   

(ANSA)
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