De saída, porta-voz do Papa lembra casos de pedofilia

CIDADE DO VATICANO, 12 JUL (ANSA) - Substituído pelo papa Francisco no cargo de diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, o padre italiano Federico Lombardi afirmou que o momento mais difícil em seus 10 anos na função foi acompanhar as discussões sobre denúncias de pedofilia na Igreja.   

Ele dará lugar ao norte-americano Greg Burke no próximo dia 1º de agosto, o que iniciará uma nova fase nas comunicações da Santa Sé. "Aquilo que eu digo, de maneira geral, é que a experiência um pouco mais dolorosa que pude viver foi aquela de seguir e participar de todos os episódios do debate, inclusive público, sobre a questão dos abusos sexuais. Uma coisa naturalmente muito dolorosa", contou o padre.   

Segundo o religioso, ele participou das discussões com "profunda intensidade", sabendo que esse era o caminho para "purificar" a Igreja. "Sempre tentei dar minha contribuição para que se dessem passos à frente no sentido da transparência e da verdade ao enfrentar esses temas", acrescentou.   

Lombardi dirige a Sala de Imprensa do Vaticano desde 11 de julho de 2006 e foi nomeado pelo papa Bento XVI. Burke, seu substituto, tem experiência como jornalista da "Reuters", da "Time" e da "Fox News" e ocupa atualmente o cargo de vice-porta-voz da Santa Sé. (ANSA)
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