Rússia rebate acusações dos EUA e Grã-Bretanha sobre Síria

ROMA, 26 SET (ANSA) - A paz através da diplomacia na Síria parece estar cada vez mais distante após os países que tentam terminar com a guerra, mais uma vez, terem entrado em conflito.   

Após uma reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas neste domingo (25), a troca de farpas entre ambos os lados se ampliou. Por um lado, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha acusaram o governo de Moscou de "prolongar" a guerra por apoiar o presidente sírio Bashar al-Assad.   

Segundo os EUA, a Rússia iniciou um ataque "sem precedentes" em Aleppo com o objetivo de matar rivais de Assad, acirrando ainda mais o conflito.   

"O que a Rússia está patrocinando e fazendo não é contraterrorismo, é barbárie. Em vez de buscar a paz, Rússia e Assad fazem guerra. Em vez de fazer com que ajuda essencial chegue aos civis, Rússia e Assad estão bombardeado comboios, hospitais e socorristas que tentam desesperadamente manter as pessoas vivas", disse Samantha Power, embaixadora dos EUA na ONU.   

Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse à agência de notícias russa "Tass" nesta segunda-feira (27) que o "tom" de alguns funcionários britânicos e norte-americanos "é inaceitável". Peskov afirmou ainda que essa posição por "provocar grandes danos" ao processo de paz sírio e "às relações bilaterais". Segundo o porta-voz, "não há consenso" para uma solução pacífica para a Síria.   

Enquanto as lideranças internacionais discutem, a população síria continua sofrendo com centenas de ataques - seja da coalizão norte-americana, dos ataques russos ou das ameaças dos grupos terroristas. De acordo com o Observatório dos Direitos Humanos na Síria (Ondus), só nas últimas 24 horas, mais 23 civis morreram em Aleppo.   

Para o enviado especial da ONU na Síria, Staffan de Mistura, "esses dias angustiantes são os piores desde quando o conflito começou na Síria". "O deterioramento da situação de Aleppo está atingindo novos níveis de horror", acrescentou o comissário lembrando que "270 mil pessoas estão sob ataque há 20 dias".   

(ANSA)
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