Hillary vence Trump em debate marcado por troca de acusações

ROMA, 27 SET (ANSA) - O primeiro debate presidencial entre a candidata democrata, Hillary Clinton, e o republicano, Donald Trump, foi marcado por trocas de acusações e propostas que mostram as diferentes visões de governo de cada um dos dois concorrentes.   

Segundo uma sondagem realizada pela emissora norte-americana "CNN", 62% dos entrevistados afirmaram que a ex-secretária de Estado foi a vencedora do embate e 27% disseram que Trump se saiu melhor. Dos questionados, 41% se disse democrata.   

Durante os 90 minutos de embate, sem intervalos, os dois mostraram qualidades diferentes. Enquanto Hillary apresentou uma postura com enorme segurança, Trump partiu para o ataque, mas ficou sem ação em alguns dos questionamentos. Cerca de 100 milhões de norte-americanos acompanharam o debate.   

No início, Trump começou atacando Hillary por ela estar fazendo política "há 30 anos" e de estar se preparando "demais" para o embate daquela noite. "Eu acho que Donald está me criticando por me preparar para este debate. E sim, eu fiz isso. E vocês sabem para o que além disso estou me preparando? Eu estou preparada para a Presidência e isso é uma coisa boa", disse ovacionada pela plateia.   

Em um outro momento crítico, Trump acusou o atual presidente Barack Obama e Hillary de serem os responsáveis pela tensão racial que aflorou no país, dizendo que ambos tem medo "da lei e da ordem" - seu slogan de campanha.   

A democrata afirmou que quer investir na preparação da polícia e na aproximação às comunidades negras. Aproveitando o gancho, ela acusou o magnata de fazer uma "mentira racista" ao defender, por muitos anos, que Obama não poderia ser presidente "por ter nascido no Quênia" - algo que fez o magnata voltar atrás recentemente.   

O republicano voltou a acusar Obama e Hillary de ter feito "aquela bagunça" no Oriente Médio "que causou o nascimento do Estado Islâmico" ao que a democrata respondeu que "ao menos ela tem um plano para combater o Isis".   

Hillary partiu para o ataque na questão das taxas aos mais ricos e ironizou a carreira de Trump, que "recebeu um empréstimo de US$ 14 milhões de seu pai", dizendo que talvez "ele não seja tão rico quanto diz" já que não quer divulgar seus dados de imposto de renda dos últimos anos. Além disso, ela afirmou que o republicano lucrou com a enorme crise financeira de 2008.   

"Eu vou torná-lo público quando você revelar o que tinha naqueles 33 mil emails", disse Trump lembrando do caso do envio de conversas oficiais através de emails particulares na época em que Hillary era secretária de Estado. A democrata reconheceu "seu erro" de enviar os dados por uma conta particular e disse que hoje faria diferente.   

Por sua vez, ela acusou Trump de ser "fã" de Vladimir Putin, o presidente da Rússia, e disse ser inaceitável ele instigar hackers russos a procurar esses dados.   

A saúde de Hillary voltou a ser um ponto de questionamento de Trump, que lembrou de seus recentes problemas de saúde, e disse que "parece que ela não tem energia" para assumir o cargo.   

"Depois que ele tiver viajado para 112 países, negociado acordos de paz, um cessar-fogo ou mesmo tiver passado 11 horas prestando testemunho no Congresso, ele pode falar sobre ter energia", rebateu a candidata.   

O debate ocorreu em um momento que diversas pesquisas de opinião mostram que os dois concorrentes estão praticamente empatados nas intenções de voto para as eleições do dia 8 de novembro.   

Agora, os dois voltarão a fazer debates televisionados nos dias 9 de outubro, em Saint Louis, e no dia 19 do mesmo mês, em Las Vegas. (ANSA)
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