Aos 80 anos, Berlusconi acumula gafes com líderes mundiais

SÃO PAULO, 29 SET (ANSA) - Ao longo de sua trajetória política, o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi acumulou muitas gafes e situações embaraçosas com os maiores líderes mundiais. Confira alguns dos momentos polêmicos da vida pública do "Cavaliere" Em 2002, durante a foto oficial dos ministros das Relações Exteriores em Cáceres, Portugal, Berlusconi usou seu famoso "chifrinho" com as mãos.   

Em 2003, o então premier italiano atacou o eurodeputado alemão Martin Shulz, que atualmente ocupa o cargo de presidente do Conselho Europeu, chamando-o de "nazista" e dizendo que o indicaria para participar de "um filme sobre nazistas que está sendo rodado na Itália".   

Ainda em 2003, durante uma visita à Bolsa de Valores de Nova York, o então primeiro-ministro afirmou que a "Itália é um grande país para investir", porque além de ter "poucos comunistas" tem "secretárias muito bonitas".   

Naquele ano, o então premier chocou o mundo ao dizer que o ditador Benito Mussolini "não matou ninguém". "Mussolini enviava pessoas para férias em um exílio interno", disse o italiano sobre as atrocidades cometidas durante as décadas de fascismo no país.   

Em 2006, Berlusconi cometeu mais uma gafe, desta vez com o então presidente francês Nicolas Sarkozy. Em uma coletiva de imprensa formal, após reunião bilateral a portas fechadas, o italiano disse "eu dei para você a sua esposa", em uma referência a italiana Carla Bruni. A situação causou claro constrangimento no evento.   

Outro momento icônico de 2006 foi quando ele afirmou ser "o Jesus Cristo da política" porque se "sacrifica mais do que ninguém".   

Uma das cenas mais famosas de Berlusconi ocorreu em Trieste com a chanceler alemã Angela Merkel em 2008. O então líder do governo italiano se escondeu atrás de um monumento na praça da cidade e deu um susto na chanceler, que reagiu bem ao fato e deu um abraço no "Cavaliere".   

No ano seguinte, Merkel voltou a ser alvo de um ato "não elegante" do italiano. Assim que chegou a uma reunião em Khel, Berlusconi desceu do carro falando ao celular e fez um sinal para que a alemã, que estava aguardando-o para o cumprimento oficial, esperasse um pouco.   

Ainda em 2009, após o terremoto ocorrido na cidade de Áquila - o qual deixou 309 mortos -, o então premier visitou a região e disse que as tendas temporárias para os sobreviventes deveriam ser encaradas como "um final de semana de acampamento". A tragédia na região central da Itália é uma das maiores dos últimos 30 anos no país.   

O ano ainda foi marcado por mais uma gafe. Ao encontrar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa, Michelle, Berlusconi chamou o mandatário de "bronzeado". "Qual o nome dele mesmo? Aquele cara bronzeado? Ah, Barack Obama! Vocês não vão acreditar, mas eles tomam banho de sol juntos porque a esposa dele também é bronzeada", disse Berlusconi em um ato constrangedor.   

Também em 2009, ele afirmou ser o "maior premier dos últimos 150 anos da Itália" em uma entrevista ao jornal "El Pais".   

Mais um político que sofreu com as gafes de Berlusconi foi o então premier espanhol José Luis Rodríguez Zapatero. Durante uma coletiva de imprensa em 2010, o líder do governo italiano deixou o espanhol sozinho após entregar a ele as declarações finais que tinha feito após reunião bilateral.   

O famoso "chifrinho" voltou a aparecer neste ano, quando fez o sinal sobre a cabeça de um adolescente que pediu uma foto com o ex-premier. Ainda em 2010, durante uma audiência do processo sobre prostituição de menores de idade nas festas em sua residência, Berlusconi afirmou ao juiz que "é melhor ser encontrado com garotas bonitas do que ser gay".   

Em 2011, mais um constrangimento com o governo espanhol, mas dessa vez, com o então rei Juan Carlos. Berlusconi deixou seu lugar durante o desfile do dia 2 de junho para falar com o soberano. No entanto, ao aproximar-se, ele tocou no braço do rei - um gesto proibido pela etiqueta.   

Outro momento "icônico" do ex-premier foi quando ele, durante uma ligação grampeada pela Justiça, chamou a Itália de "país de merda" por causa dos processos de que era alvo.   

Ainda em 2011, Berlusconi simulou uma cena de sexo com uma policial italiana que estava aplicando uma multa.   

Depois de se comparar com Jesus Cristo, Berlusconi voltou a provocar a ira dos cristãos ao dizer, em 2014, que o papa Francisco "desempenha a função exatamente como eu teria feito".   

Até mesmo sua família não escapa das gafes. Em abril deste ano, Berlusconi anunciou que a esposa de seu filho Pier Silvio estaria esperando "uma nova neta". Mas, na realidade, era sua filha Eleonora é quem estava grávida. (ANSA)
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