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Em meio a crise, papa recebe Maduro e pede diálogo

23.out.2016 - Deputado da oposição tenta passar entre manifestantes pró-governo para entrar em sessão extraordinária da Assembleia Nacional, em Caracas, na Venezuela - Juan Barreto/AFP
23.out.2016 - Deputado da oposição tenta passar entre manifestantes pró-governo para entrar em sessão extraordinária da Assembleia Nacional, em Caracas, na Venezuela Imagem: Juan Barreto/AFP

Em Roma

24/10/2016 16h07

O papa Francisco recebeu nesta segunda-feira (24) o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para uma audiência privada no Vaticano.   

A notícia do encontro foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, mas a visita do mandatário venezuelano não estava na agenda, já que ele fazia um tour diplomático por países produtores de petróleo.   

"A reunião ocorreu no âmbito da preocupante situação de crise política, social e econômica que o país está atravessando e que repercute pesadamente na vida cotidiana de toda a população.   

Deste modo, o Papa desejou continuar oferecendo sua contribuição a favor do país e de qualquer passo que ajude a resolver as questões abertas e a criar maior confiança entre as partes", diz uma nota do Vaticano.   

O Pontífice também convidou o presidente a seguir "com coragem" pelo caminho do "diálogo sincero e construtivo" para "aliviar o sofrimento das pessoas e promover um clima de renovada coesão social que permita olhar com esperança para o futuro".   

No fim da semana passada, a crise na Venezuela se agravou, graças à decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), fiel a Maduro, de suspender o processo de coleta de assinaturas para pedir um referendo revogatório contra o presidente.   

Em seguida, o Congresso, controlado pela oposição, aprovou um texto que acusa o mandatário de promover um "golpe de Estado" junto com os poderes Judiciário e Eleitoral. A Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal grupo adversário de Maduro, já pediu formalmente para o Vaticano mediar a crise na Venezuela.   

Além disso, o próprio secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, já havia se mostrado disposto a desempenhar esse papel, com a condição de que os dois lados concordassem. 

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