Itália pode dar 800 euros para cada bebê que nascer no país

ROMA, 25 OUT (ANSA) - A Itália pode dar 800 euros para as futuras mamães e papais que terão um filho, como forma de incentivar as famílias a reverter os baixíssimos índices de natalidade no país, a partir do dia 1º de janeiro de 2017.   

A informação está em um "rascunho" da manobra do orçamento enviada pelo governo italiano para a avaliação da União Europeia, que contém 122 parágrafos. Nesta terça-feira (25), o bloco pediu mais detalhes para Roma sobre as medidas que devem ser implantadas a partir do ano que vem, mas o governo já adiantou que não mudará seu projeto.   

Caso seja aprovada, os pais da criança devem fazer a solicitação no sétimo mês de gravidez para ter direito ao benefício. Além disso, para todos que nasceram antes do dia 1º de janeiro deste ano, será concedido um bônus de mil euros ao ano para ajudar nas despesas com a creche dos filhos - seja pública ou privada.   

Para isso, o governo reservou 144 milhões de euros em 2017, 250 milhões de euros em 2018, 300 milhões de euros em 2019 e 330 milhões de euros em 2002. Também foi prorrogada para 2017 o direito dos papais de tirarem um período para acompanhar os primeiros dias de vida do bebê.   

O documento, que ainda poderá passar por adaptações, prevê ainda o "bônus casa" para as pessoas que forem atingidas por terremotos,como o que ocorreu no último dia 24 de agosto. O benefício será estendido até 2021 para as áreas que sofrem com mais abalos sísmicos.   

Foi confirmada ainda a antecipação das aposentadorias, conforme reunião já realizada entre governo e sindicatos neste mês. O benefício, chamado de "Ape" (acrônimo de "anticipo pensionistico), devem atingir 11 categorias de trabalhadores, como professores, enfermeiros, obstetras, ferroviários, caminhoneiros, entre outros.   

Para solicitar a antecipação, é preciso atuar profissionalmente por ao menos seis anos e ter no mínimo 36 anos de contribuição à Previdência. Para 2017, foram reservados cerca de 300 milhões de euros para essa finalidade.   

Na educação, há 50 milhões de euros a mais para o "fundo de integração estatal para o acesso à Universidade" e o Ministério da Educação em parceria com o de Economia será o responsável para determinar as necessidades de aplicação do dinheiro para cada região da Itália. Além disso, serão dadas 400 bolsas de estudo nacionais, no valor de 15 mil euros, para "estudantes merecedores que não tem meios" para fazer uma faculdade.   

O governo ainda estima investir mais 20 milhões de euros em 2017 na questão de políticas de igualdade de gênero e de não discriminação. Também será dado um "prêmio de produtividade" para as empresas, através de uma redução de taxas, para aquelas que envolvem seus trabalhadores em seu ambiente de trabalho e ainda paguem igualmente homens e mulheres para o mesmo trabalho.   

Haverá ainda benefícios e facilidade de crédito para estruturas do setor de turismo - hotéis e demais empresas - que quiserem reformar seus estabelecimentos. A novidade da saúde é que não haverá cortes. O fundo previsto para 2017 será de 113 bilhões de euros, depois 114 bilhões em 2018 e de 115 bilhões em 2019. No valor para o ano que vem, um bilhão será ligado às assistências médicas, entre as quais, 500 milhões por euros para as "medicinas inovadoras" e para a aquisição de medicamentos para o tratamento de câncer. (ANSA)
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