Em viagem histórica à Suécia, Papa se reunirá com luteranos

Por Giovanna Chirri CIDADE DO VATICANO, 27 OUT (ANSA) - Na próxima segunda-feira, dia 31, o papa Francisco irá para a Suécia para comemorar, junto à Federação Luterana Mundial (LWF), os 500 anos da Reforma de Lutero. Será em clima de uma cerimônia conjunta, sem conflitos e recriminações, a 17ª viagem internacional realizada pelo Pontífice, na qual Jorge Mario Bergoglio visitará as cidades de Lund e Malmö, terá dois encontros ecumênicos e celebrará uma missão para os católicos. Nela, foram convidados grandes chefes luteranos mundiais que, segundo o secretário-geral da LWF, o reverendo Martin Junge, têm intenção de comparecer ao evento.   

Francisco percorrerá os 28 quilômetros que separam Lund e Malmö com um pequeno ônibus, no qual também estarão o presidente da LWF, Munib Younan, o presidente do Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Kurt Koch, e Junge. "Esta é uma novidade, um sinal ecumênico do 'viajar junto'", comentou Burke.   

Esta celebração entre as duas religiões acontece após longos 50 anos de diálogo entre ambas as partes. Com os luteranos, os católicos conseguiram realizar a primeira "mesa bilateral" das conversas resultantes do Concílio Vaticano II, por exemplo. Já em 1999, católicos e luteranos assinaram a "Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação", o problema teológico mais importante que dividia as duas religiões, e, neste ano, representantes luteranos e católicos aprovaram a circulação do documento "Do Conflito à Comunhão", que é o mote da viagem do Papa e de onde serão retiradas as orações que serão realizadas na Suécia.   

Serão dois os encontros ecumênicos durante a viagem: o primeiro acontecerá na Catedral de Lund, onde o Francisco e Younan farão um discurso cada, e o segundo será feito no estádio de Malmö, que contará com a presença de instituições religiosas de caridade, como a Caritas e a própria LWF, principalmente na área dos refugiados. Sobre a viagem, Junge falou da simpatia que é sentida pelos luteranos em geral em relação ao Pontífice e que a imprensa acredita que o encontro entre as religiões é um evento esperado até por quem não é representado por uma das crenças. Todas as pessoas interessadas no encontro se perguntam se dessa viagem poderá ser criado um sinal mais concreto e forte de unidade entre as religiões e muitas delas acreditam que é possível alcançar, finalmente, um gesto de intercomunicação. O tema é delicado e será necessário ficar atento em como a viagem se desenvolverá para saber se esse objetivo será ou não alcançado. (ANSA)
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