Fillon será o candidato da direita à presidência da França

PARIS, 28 NOV (ANSA) - O ex-primeiro-ministro francês François Fillon foi o vencedor do segundo turno das primárias de centro-direita realizadas na França neste domingo, dia 27. Com 66,5% dos votos, o conservador venceu o também ex-premier Alain Juppé, eu conseguiu apenas 33,5% na votação e que era considerado o favorito. Agora, Fillon, que já havia recebido apoio de Sarkozy no último domingo (20), na primeira etapa das primárias, enfrentará Marine de Le Pen, candidata do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), em abril. De acordo com pesquisas, o francês deve ganhar no segundo turno.   

Na campanha, tanto Fillon quanto Juppé propuseram medidas conservadoras, como o corte de gastos e de servidores públicos e uma reforma tanto na lei trabalhista quanto na aposentadoria.   

No entanto, o vencedor da centro-direita, admirador da ex-premier britânica Margaret Thatcher assumido, também se apresentou conservador na área social, já afirmando ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo e apresentando discursos duros contra imigrantes, sobretudo os muçulmanos. O medo do terrorismo e em particular do Estado Islâmico que, apenas no dia 13 de novembro do ano passado, matou 130 pessoas em um atentado em Paris, pesou na decisão do eleitorado francês.   

Além disso, Fillon tem um maior apoio nos setores católicos e rurais. Primárias de esquerda - Já as primárias esquerdistas na França só acontecerão em janeiro do ano que vem, no entanto, polêmicas relacionadas ao assunto já começaram a surgir, como a da suposta candidatura do atual primeiro-ministro do país, Manuel Valls. Sobre isso, o governo francês desmentiu também nesta segunda-feira os boatos de que Valls competiria contra o presidente francês, François Hollande. "Não haverá primárias entre o presidente e o premier", declarou o porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, aos jornalistas. "É inimaginável se não nas mentes de quem tende a confundir o próprio ressentimento pessoal com o interesse geral", afirmou Le Foll. Quando perguntado se ainda havia uma possibilidade de Valls se candidatar às primárias, o porta-voz francês disse que "absolutamente sim", mas que, neste caso, ele "não seria mais primeiro-ministro".   

O governo francês também desmentiu que, furioso com a entrevista dada por Valls ao "Le Journal du Dumanche", Hollande haveria iniciado o processo de substituição do premier. (ANSA)
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