Hollande perdoa mulher condenada por matar marido violento

PARIS, 28 DEZ (ANSA) - O presidente da França, François Hollande, concedeu nesta quarta-feira (28) um indulto definitivo a Jacqueline Sauvage, mulher condenada a 10 anos de prisão por ter assassinado o marido violento.   

No primeiro semestre, o chefe de Estado já havia dado um perdão "parcial", que não anulava a sentença da Justiça, mas permitia a Sauvage, hoje com 69 anos, apresentar um pedido de liberdade provisória. No entanto, a solicitação foi rejeitada por dois tribunais nos últimos meses de outubro e novembro.   

Depois disso, as filhas da condenada enviaram uma carta a Hollande clamando por um indulto definitivo para sua mãe, que acabou se tornando símbolo da luta contra a violência de gênero.   

"Decidi conceder a Jacqueline Sauvage uma remissão do restante de sua pena. Essa graça põe fim imediato a sua detenção", escreveu o presidente no Twitter.   

Em setembro de 2012, após ter sido alvo de violência doméstica por 47 anos, Sauvage matou seu marido, Norbert Marot, que também havia abusado sexualmente das duas filhas do casal, com três tiros pelas costas enquanto ele estava sentado na varanda. Em 2014, ela foi condenada a 10 anos de cadeia, em uma decisão que gerou revolta na opinião pública.   

Durante todo esse período, a Justiça se recusou a interpretar o ato de Sauvage como legítima defesa, já que a morte de Marot ocorreu "a sangue frio" e não no momento de uma agressão. Pouco antes de morrer, ele havia acordado a esposa aos gritos e a ameaçado. (ANSA)
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