Novo premier diz que é 'um erro' cancelar reformas de Renzi

ROMA, 29 DEZ (ANSA) - Em sua primeira coletiva de fim de ano, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou que continuará o trabalho de seu antecessor Matteo Renzi e que seria um "erro" ignorar as reformas feitas nos últimos dois anos.   

"Este governo nasce no dia seguinte da renúncia de Matteo Renzi, provocada pela derrota no referendo, mas não deve cancelar o trabalho que ele, do qual fiz parte, desenvolveu nos dois ou três anos precedentes. Cancelá-lo ou deixá-lo no esquecimento seria um erro", disse Gentiloni aos jornalistas nesta quinta-feira (28).   

Para o ex-chanceler, "o governo seguirá na estrada das reformas porque não terminamos ainda e todos precisam estar conscientes que o processo de reformas andará adiante no tempo que temos à disposição". Gentiloni ainda destacou que as "palavras-chave" de seu novo governo serão os jovens e o sul da Itália, duramente afetado pela crise econômica dos últimos anos.   

O premier ainda afirmou que acha "prematuro" dar essa tradicional entrevista porque ele está "há apenas 15 dias" no cargo, mas que a escolha de manter o evento foi "justa". "Foram 15 dias muito trabalhados e, para mim, muito empolgantes".   

Questionado sobre a polêmica reforma eleitoral, que poderia levar o país a eleições antecipadas em 2017, o premier destacou que seu governo "buscará dar sua contribuição" ao tema, e que a "estabilidade é sempre importante, mas não pode tornar a democracia prisioneira".   

"O governo buscará, como dizem os gregos, facilitar a discussão entre partidos e Parlamento. E, acrescento, a palavra solicitude porque as solicitações sobre essa discussão não está relacionada à maior ou menor duração do governo, mas é uma exigência de nosso sistema", acrescentou.   

Gentiloni foi questionado ainda sobre a relação da Rússia e o premier ressaltou que a Itália "usará a presidência do G7 para duas objetivos: dar centralidade ao Mediterrâneo e usar o G7 para ter uma relação diferente com Moscou".   

O novo líder do governo de Roma ainda afirmou estar "orgulhoso" do trabalho dos agentes que mataram o suspeito de ter realizado o ataque terrorista em Berlim e que é preciso "reconhecer os méritos de nossas instituições". Anis Amri foi morto por dois policiais de Milão na última sexta-feira (23) enquanto fugia da Itália. (ANSA)
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