Após muro, Tillerson tentará melhorar relação EUA-México

CIDADE DO MÉXICO, 23 FEV (ANSA) - Os secretários de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kelly, e o de Estado do país, Rex Tillerson, estão na capital mexicana, Cidade do México, para uma missão oficial, a primeira desde que foram designados aos cargos pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Kelly, que na mesma viagem fez uma parada "relâmpago" na Guatemala, chegou na noite desta quarta-feira (22) no país fronteiriço para se unir a Tillerson, com quem deverá realizar um encontro privado com o mandatário mexicano, Enrique Peña Nieto, e seus principais colaboradores nesta quinta-feira (23). Ambos secretários foram recebidos pela embaixadora dos EUA no país, Roberta Jacobson, e jantaram com os ministros da Defesa mexicano, Salvador Cienfuegos, da Marinha, Francisco Soberón, e de Relações Exteriores da nação latina, Luis Videgaray.   

Sobre a visita dos norte-americanos, o chanceler mexicano disse que uma melhora na relação com Trump e com os Estados Unidos "será uma batalha longa por que esta crise não será resolvida em três dias". "Se tivermos uma estratégia de confronto, com posições divergentes, ninguém poderá dizer que o México não ofereceu a sua mão aberta", afirmou Videgaray, que também ressaltou que "o governo mexicano e a população mexicana não têm nenhum motivo para aceitar decisões unilaterais impostas por uma ou outra administração".   

Trump também comentou sobre o encontro entre Tillerson, Kelly e Peña Nieto. "Espero que no futuro poderão haver boas relações com o México, mas [eles] nos devem tratar de maneira justa", disse o mandatário dos EUA. A reunião entre líderes dos dois países se dá em momentos de tensão nas relações diplomáticas bilaterais devido às divergências entre as duas nações sobre temas como segurança, comércio e, principalmente, imigração. Durante seu primeiro mês na Presidência, Trump já deixou claro sua intenção de construir um grande muro entre a fronteira com o país latino, que iria pagá-lo. Além disso, medidas migratórias anunciadas na última terça-feira (21) por Kelly para impedir a entrada de novos imigrantes pelo México e para deportar grande parte dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais dos EUA, em sua maioria mexicanos e centro-americanos, também causaram negativas reações do país vizinho. (ANSA)
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