Realocação de imigrantes será tema de reunião em Bruxelas

BRUXELAS, 27 FEV (ANSA) - "Deter" os imigrantes destinados a serem repatriados, aumentar os recursos para ampliar os retornos voluntários e diminuir as burocracias nacionais para acelerar as políticas de relocação de requerentes de refúgio: estes são os principais assuntos que deverão ser tratados em uma reunião em Bruxelas da Comissão Europeia pelos seus Estados-membros na próxima quarta-feira, dia 1º.   

Segundo fontes europeias à ANSA, o grupo abrirá em breve o caminho para os processos de infração de relocação de imigrantes lançando um ultimato aos países que ainda não fizeram esforços para a realocação de 98.255 requerentes de refúgio da Itália (34.953) e da Grécia (63.302), que deveria ser cumprido até setembro deste ano.   

De acordo com as fontes, na reunião desta quarta os países que não estão respeitando a medida de realocação dos imigrantes ainda não deverão ser sancionados pela Comissão Europeia, mas que Bruxelas deverá usar, pela primeira vez, uma linguagem mais firme advertindo as nações que não estiverem "mantendo o ritmo".   

Esses países seriam, por exemplo, a Hungria - empenhada em fortificar o muro na fronteira com a Sérvia -, a Polônia, a República Tcheca, e a Eslováquia, que até o momento não receberam nenhum imigrante do programa ou acolheram muito pouco deles. Com isso, essas nações que acreditaram que o programa de realocação "morreria" com seu prazo de validade em setembro de 2017 serão informadas que a decisão continuará em vigor até ser cumprida na sua totalidade.   

Além disso, nesta quarta também deverá ser discutido outro importante tema relacionado à imigração: a política de repatriação, ainda longe de ser atualizada e que deve ser um problema para a Itália, país que serve como entrada de milhares de imigrantes ilegais na Europa todos os anos.   

Para reforçar o número de repatriações, a União Europeia tem planos para alavancar os trabalhos da agência da União Europeia para Controle das Fronteiras (Frontex) nessa frente, para aumentar os recursos dos países destinados a ampliar as saídas voluntárias de imigrantes para seus países de origem e para "reter em centros fechados os imigrantes destinados a repatriação", para evitar que eles fujam. (ANSA)
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