Ex-conselheiro de Trump aceita depor em troca de imunidade

WASHINGTON, 31 MAR (ANSA) - O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Michael Flynn disse ao FBI e às comissões parlamentares que investigam as possíveis ligações entre o governo de Donald Trump e a Rússia que está disposto a depor em troca de imunidade. A informação foi confirmada por diversos veículos de imprensa dos EUA.   

Flynn, que deixou o governo do magnata em fevereiro desse ano, havia sido afastado do cargo após ter sido revelado que ele mentiu sobre uma conversa que teve com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak, em dezembro.   

O ex-assessor havia afirmado que não conversou sobre as sanções aplicadas pelo então presidente Barack Obama contra os russos.   

No entanto, como o Pentágono estava fazendo interceptações telefônicas com todos os diplomatas do Kremlin, ficou comprovado que ele debateu as sanções com Kislyak.   

Mais tarde, já fora do governo, foi revelado que ele recebeu um pagamento feito pela emissora "Russia Today" para participar de uma entrevista em São Petersburgo e não declarou o recebimento do dinheiro - o que é proibido pelo Pentágono.   

Apesar de poder complicar ainda mais a situação de Trump, que já é investigado por supostas ligações com o governo russo, o mandatário elogiou a atitude de seu ex-assessor. "Mike Flynn deve pedir imunidade porque essa é uma caça às bruxas (uma desculpa para a derrota eleitoral) da imprensa e dos Dem [democratas] de proporções históricas", escreveu no Twitter.   

Já nesta sexta-feira (31), os jornais "Washington Post", "The New York Times" e "Wall Street Journal" citaram fontes próprias dentro do Senado que informaram que a imunidade ainda "não é prioridade" dos senadores que analisam o caso, mas que a decisão pode ser tomada em breve.   

Além de Flynn e Trump, o procurador-geral norte-americano, Jeff Sessions, e o genro e conselheiro sênior do republicano, Jared Kushner, estão sob a mira do FBI e das comissões de Informações e Inteligência do Congresso.   

Desde o ano passado, o FBI investiga a interferência russa nas eleições norte-americanas e aos ataques ocorridos contra o Partido Democrata, que desestabilizaram a campanha de Hillary Clinton. (ANSA)
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