Partido quer revogar cidadania britânica de mulher de Assad

Em Roma

  • Miguel Medina/AFP

Um grupo de deputados do partido Liberal Democrata britânico, de oposição, enviou uma carta à secretária de Interior do Reino Unido, Amber Rudd, pedindo a revogação da cidadania britânica de Asma al Assad, mulher do presidente da Síria, Bashar al-Assad.   

Segundo o jornal "The Guardian", a solicitação foi apresentada após Asma, que é nascida e criada em Londres, ter postado mensagens nas redes sociais em apoio ao governo de seu marido, acusado de realizar um ataque químico na província de Idlib.   

"A primeira-dama da Síria não agiu como cidadã privada, mas como porta-voz da Presidência síria", explicou Tom Brake, delegado do partido para relações exteriores. "Boris Johnson [secretário de Relações Exteriores] pediu para os países fazerem mais pela Síria, mas o governo britânico poderia dizer a Asma: 'ou você para de usar sua posição para defender atos bárbaros, ou tiramos sua cidadania", acrescentou.   

Depois do bombardeio dos Estados Unidos à base militar de Shayrat, uma retaliação ao ataque químico atribuído a Assad, a primeira-dama escreveu nas redes sociais que Washington cometera um "ato irresponsável, expressão de uma visão cega e limitada da realidade política e militar".   

Nascida em 1975, Asma tem 42 anos e trabalhou no banco J.P. Morgan antes de se casar com Assad, em 2000. (ANSA)

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