Questão climática abre divergência dentro do G7

TAORMINA, 26 MAI (ANSA) - Se entraram em acordo sobre terrorismo, os líderes do G7, reunidos em Taormina, no sul da Itália, ainda estão longe de encontrar um ponto em comum sobre as mudanças climáticas.   

Colocado como prioridade da reunião de cúpula do grupo, o combate ao aquecimento global é tema de divergências entre sete das maiores potências do planeta mais a União Europeia. O objetivo de Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido é convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeitar o Acordo de Paris.   

Assinado no fim de 2015, o tratado prevê um limite de 2ºC no aumento da temperatura média do planeta em relação aos níveis pré-industriais, mas fala em esforços para tentar chegar a um patamar de 1,5ºC.   

"Permanece suspensa a questão do Acordo de Paris sobre o clima, sobre o qual o presidente Trump está fazendo uma reflexão interna", declarou o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni. Após a sessão de trabalho desta sexta-feira (26), o conselheiro econômico do republicano, Gary Cohn, afirmou que os EUA estão disponíveis a "escutar" o que os líderes europeus têm a dizer, mas ressaltou que os dois lados possuem "posições muito fortes".   

Além disso, fontes da Casa Branca presentes em Taormina disseram que Trump quer tomar "a decisão certa". Mas existe um risco concreto de os líderes não chegarem a um compromisso comum sobre a questão climática.   

"Queremos uma declaração ambiciosa, a linha da França é de não enfraquecer o Acordo de Paris", afirmaram membros da delegação francesa no G7. Durante a manhã, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já havia dito que a cúpula do G7 em Taormina seria uma das mais difíceis de todas, principalmente por conta das divergências sobre clima e comércio.   

A reunião terminará neste sábado (27), e os líderes farão ainda mais duas sessões de trabalho. (ANSA)
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