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Internacional

Líderes se comprometem com ajuda à Itália na crise migratória

28/08/2017 15h17

PARIS, 28 AGO (ANSA) - Após uma reunião entre líderes europeus e norte-africanos nesta segunda-feira (28), o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a União Europeia está comprometida com a Itália na gestão da crise migratória e que ajudará Roma a lidar com a questão dos imigrantes.   

"É um desafio que atinge a todos e que ninguém pode resolver sozinho. Precisamos agir todos juntos, dos países de origem até a Europa, passando pelas nações de trânsito, para conduzir uma ação eficaz. É uma exigência moral, de solidariedade, mas também um princípio de ação e eficácia", disse Macron em coletiva após a reunião.   

Segundo o francês, que se reuniu com os líderes do governo da Itália, Alemanha, Espanha, Chade, Níger e Líbia, além da alta representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, os representantes concordaram "com um plano de ação em curto prazo, muito rápido, e que aparenta ser a resposta mais eficaz ao fenômeno intolerável do tráfico de seres humanos que fez um cemitério no deserto e no Mar Mediterrâneo".   

Ele ainda elogiou o plano de ação firmado de maneira bilateral entre Líbia e Itália e disse que esse é um "perfeito exemplo do que queremos realizar". Macron anunciou ainda a criação de uma "equipe de operação" UE-África para gerir a crise.   

Por sua vez, o premier italiano, Paolo Gentiloni, afirmou que o encontro de hoje foi um "passo adiante" para gerir a crise migratória.   

"A mensagem que vem do encontro de hoje, pelo qual agradeço Emmanuel Macron e todos os presentes, é que juntando todas as forças,criando uma estratégia, é possível obter bons resultados", disse o líder do governo de Roma.   

"Preciso dizer que nas últimas semanas, nos últimos meses, também na rota do Mediterrâneo Central, nós conseguimos obter resultados, mas são resultados iniciais que devem ser consolidados. E esse compromisso será tornado europeu porque não pode ter o empenho de um só país ou de qualquer país. É preciso um trabalho europeu", acrescentou Gentiloni.   

O premier ainda destacou que o acordo de hoje vai trabalhar para "substituir" um "modelo irregular e ilegal governado por traficantes" por um modelo dentro das leis europeias.   

"Finalmente, nós temos uma certa clareza sobre a estratégia para irmos adiante", finalizou.   

Já a chanceler alemã, Angela Merkel, destacou que a situação na Líbia "deve melhorar" após o compromisso assumido na reunião de hoje.   

"Daremos um apoio concreto de tal modo que quem vive em situações inaceitáveis possa ter um futuro digno. Precisamos fazer uma distinção entre os imigrantes econômicos e quem é um verdadeiro refugiado. Precisamos de uma discussão com o Alto Comissariado da ONU para parar a imigração clandestina", acrescentou a líder de Berlim.   

O premier líbio, Fayez al-Sarraj, agradeceu o governo italiano por "sua formação e por sua parceria com a Guarda Costeira da Líbia, que já permitiu salvar muitos imigrantes".   

O líder do governo espanhol, Mariano Rajoy, lembrou que a questão migratória "não é resolvida de um dia para outro, mas é preciso começar a dar passos na direção certa", também "gerando desenvolvimento" nos países de origem, "eliminando as máfias" dos traficantes de seres humanos e "controlando nossas fronteiras e nossas costas".   

Segundo Rajoy, ainda foi marcada uma nova reunião entre União Europeia e África "entre o fim de outubro e o início de novembro". (ANSA)
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