Retrospectiva/Ano que a oposição desfaleceu na Venezuela (2)

SÃO PAULO, 26 DEZ (ANSA) - SEGUE - Imigração: Um dos resultados mais visíveis da crise econômica na sociedade é o drástico aumento na imigração de venezuelanos para outros países. Colômbia, Brasil, Chile e Estados Unidos lideram a lista daqueles que mais receberam os cidadãos do país que fogem em busca de uma vida melhor.   

Para Ayerbe, toda a questão de aprofundamento da crise econômica, levará a "um agravamento ainda maior da imigração".   

"Maduro se fortaleceu politicamente, mas não sabe qual resposta dar para o agravamento da crise econômica", ressalta o professor da Unesp.   

Autoridades do norte do Brasil informam que até 30 mil venezuelanos já chegaram à região até o momento, número que fica bem abaixo dos 300 mil que foram à Colômbia. No entanto, os países sul-americanos já organizaram diversas reuniões para debater a crise migratória.   

- Intervenção internacional: Sobre a possibilidade de intervenção internacional, os especialistas apontam pontos de vista diferentes. Para Ayerbe, para que isso ocorra, seria necessário um apoio maciço dos países vizinhos e, "sem pensar em ideologias políticas", nenhum deles mostrou que está disposto a apoiar uma "intervenção externa".   

Ele lembra que, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou em uma "opção militar" para a Venezuela, a reação foi dura de todos os países da América do Sul - seja aqueles que tem governos mais à direita ou à esquerda.   

"Por causa desse cenário, eu acredito que esteja descartado que os EUA façam uma aventura assim", ressalta o professor.   

Já o professor Cassano ressaltou que a "comunidade internacional, através da ONU, tem a responsabilidade de proteger a população mundial e, em especial, dos países que afrontam os direitos humanos e sociais".   

"No caso da Venezuela, há flagrante desrespeito pelas condições de vida de seus habitantes e, caso isso persista por um período mais longo, não está descartada a intervenção internacional nesse país. No entanto, para que isso ocorra tem que ser esgotados os mecanismos de negociação existentes", ressalta o especialista do Mackenzie. (ANSA)
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