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Internacional

Fórum em Roma discute conflitos no Mediterrâneo

23/11/2018 17h07

ROMA, 22 FEV (ANSA) - A quarta edição do fórum "Med Dialogues", que reúne lideranças políticas e empresas da região do Mar Mediterrâneo, foi aberta nesta quinta-feira (22) pelo ministro das Relações Exteriores italiano, Enzo Moavero. A questão nuclear, as guerras o comércio e as migrações dominaram as discussões realizadas em Roma.   

Irã - A situação do Irã foi tema nas primeiras discussões."Negociamos um bom acordo. Não gastamos todo aquele tempo nas negociações para depois abandoná-lo, queremos permanecer", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, referindo-se ao acordo nuclear firmado em 2015 com os Estados Unidos e outras potências internacionais.   

Neste ano, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, abandonou o entendimento e voltou a impor sanções econômicas a Teerã. "O Irã não só sobreviverá [às sanções] mas prosperará. O resultado será que o povo iraniano não vai mais acreditar nas promessas que vêm dos exterior. É importante, no entanto, que a União Europeia se faça ouvir", declarou o ministro. "Se fizermos um acordo com o Estados Unidos, quem garante que a assinatura valerá alguma coisa?", ironizou.   

Síria - "Irã e Turquia precisam respeitar a integridade territorial dos países árabes", disse o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abou Gheit, referindo-se ao conflito no norte da Síria, onde os países apoiam grupos rebeldes a Bashar al Asad.   

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, respondeu nesta sexta-feira (23) que a Rússia não apoia nenhuma figura política da Síria. "Nós respeitamos a resolução do Conselho de Segurança da ONU. O método é intrínseco à resolução: eleições. A Rússia, junto com outros membros do Acordo de Astana [Turquia e Irã] está trabalhando na formação de uma Constituinte", declarou Lavrov.   

Itália - "Somente com uma mobilização conjunta, pondo fim a pequenas rivalidades, teremos a chance de devolver ao Mediterrâneo a função central que teve na História, sobretudo como berço da civilização, tolerância e capacidade de trabalhar em conjunto", disse Enzo Moavero.   

O ministro classificou a Itália como palco de instabilidades e assinalou a importância de entender que "quem foge de guerras deve encontrar acolhida". " Não devemos ficar fechados também ao migrantes econômicos, devemos nos questionar, descobrir porque fogem intensificar as iniciativas de desenvolvimento para acabar com o tráfico de seres humanos", defendeu.   

A ministra da defesa italiana, Elisabetta Trenta, afirmou que é necessário o esforço da comunidade internacional para combater o grupo jihadista Estado Islâmico e destacou o papel dos países do Mediterrâneio na causa, pedindo o envolvimento das autoridades locais e da sociedade civil.   

OTAN - "A lição que aprendemos nas experiências do Iraque e no Afeganistão é que, no longo prazo é melhor prevenir que intervir. É melhor apoiar forças locais permitindo que eles se estabilizem do que a Otan usar suas forças de combate. A Otan está pronta a ajudar, mas quer evitar intervenções diretas em territórios e para isso é necessário deixar que o Iraque, o Afeganistão e a Líbia estabilizem seus países por si mesmos", disse o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Soltenberg. Além das lideranças políticas, o fórum recebe, estudiosos, analistas, membros de organizações internacionais e de grandes empresas e é uma iniciativa do Ministério das Relações Exteriores italiano, da Cooperação Internacional e do Instituto para os Estudos de Política Internacional (ISPI) italiano. Neste sábado o primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, fechará o encontro em uma cerimônia realizada em um hotel de Roma. (ANSA)
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