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Reino Unido vai limitar vistos de trabalho após Brexit

19/12/2018 13h38

LONDRES, 19 DEZ (ANSA) - O ministro do Interior do Reino Unido, Sajid Javid, deve publicar nesta quarta-feira (19) planos para o sistema de imigração pós-Brexit, que visam a "trazer o nível de imigração de volta a níveis sustentáveis" no Reino Unido.   

"Será um sistema de imigração único, baseado em habilidades e construído em torno do talento e 'expertise' que as pessoas podem trazer, em vez de priorizar o país de onde os trabalhadores vêm - maximizando os benefícios da imigração e demonstrando que o Reino Unido está aberto para negócios", disse o ministro.   

O chamado "livro branco" de imigração colocará fim ao livre movimento de pessoas entre o Reino Unido e países de União Europeia. Para trabalhadores altamente especializados, que tenham salário de pelo menos 30 mil libras por ano (R$ 147 mil), a duração da permissão será de cinco anos, enquanto que, para os demais trabalhadores, os vistos serão de um ano. O ministro diz que o limite salarial não é definitivo e que será decidido após consulta popular. Com as medidas, o governo espera reduzir o número de imigrantes para 100 mil ao ano. Até junho de 2018, o foram de 273 mil solicitantes de visto de trabalho.   

As regras vão afetar mais de três milhões de cidadãos europeus que vivem no Reino Unido. O país diz que eles poderão ficar, mesmo que haja Brexit sem acordo, mas exige que os estados-membros da UE deem o mesmo direito a um milhão de britânicos que vivem em países europeus membros do bloco.   

O anúncio das novas regras vem após a divulgação de um relatório do comitê de migração britânico que, em setembro, apontou que o Reino Unido não deve dar tratamento preferencial para trabalhadores da União Europeia no sistema de imigração pós-Brexit, mas sim priorizar pessoas altamente especializadas.   

As novas regras devem entrar em vigor gradualmente, a partir de 2021.   

A proposta de acordo do governo britânico para o Brexit deve ser votada no dia 7 de janeiro pela Casa dos Comuns. A votação estava prevista para o último dia 11, mas foi adiada pelo governo, que não havia conseguido os votos necessários para a aprovação. A primeira-ministra Theresa May busca apoio dentro da UE e do Reino Unido para ter garantias legais de que não haverá uma fronteira física entre a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido, e a República da Irlanda, que integra a UE. O bloco econômico, no entanto, recusa-se a renegociar o acordo. (ANSA)
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